Fruto de levitação dos legisladores indianos em êxtase com o mantra ambiental, o teor alterado de 30% para 40% de reciclado em embalagens rígidas de alimentos, vigente desde 1 de abril último, ainda não deu as caras na cadeia plástica da Índia, relata matéria postada em 6/8 no site Plastics News. A atual capacidade local no segmento de PET reciclado grau alimentício (bottle to bottle/BTB) é estimada em 356.000 t/a, a cargo de 17 fábricas formais e homologadas pela saúde pública, e a previsão é de subir para 755.000 t/a até março de 2027. Apesar dessa musculatura, a Associação de Recicladores de PET da Índia (APR Bharat) admite que o cumprimento do índice de reciclado determinado pela normalização tem trombado com a infraestrutura a desejar para coleta de resíduos de garrafas, embora a capacidade de reciclagem hoje disponível assegure, por si, a possibilidade de se atingir o teor de 40% no uso do poliéster recuperado BTB em novas embalagens de alimentos . Devido à demanda pálida dos brand owners de bebidas não alcoólicas, atribui o artigo publicado, pelo menos 25% das unidades de reciclagem de PET grau alimentício rodavam em junho último com abaixo da capacidade ou estavam ociosas. Para desnortear ainda mais os beatos da sustentabilidade, arremata a reportagem de Plastics News, a regulamentação ambiental indiana determina conteúdo reciclado de 60% para ser alcançado em embalagens rígidas em contato com alimentos até 2028-29.

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