Acuada pelo custo astronômico de energia e pela falta de matéria-prima competitiva, a petroquímica europeia tem empilhado baixas de players nos últimos quatro anos. No exercício atual, o corte na capacidade do continente foi ampliado pelo fechamento, na Itália, de pequena planta swing de polietileno (PE), confirmado à mídia em 21/7 pela Versalis SpA, subsidiária da petroleira Eni SpA. Em linha com protocolo firmado pela empresa com o governo em 10/3/2025, o encerramento envolve uma fábrica em Brindisi com capacidades nominais de 279.000 t/a da resina de baixa densidade linear (PEBDL) e 249.000 do grade de alta densidade (PEAD), informa a consultoria Platts. A decisão coincide com a entrada em vigor, até 2029, de acordo bilateral EUA-EUA que zera as taxas alfandegárias da zona do euro para extenso leque de produtos industriais norte-americanos, entre eles as poliolefinas
No ano passado, por sinal, a Versalis cerrou as portas de crackers de nafta, totalizando potencial de 490.000 t/a, em Brindisi e Priolo, ao sul da Itália, delimita a consultoria S&P Global. A unidade de craqueamento em Brindisi, relata o site Chemical Week, supria de propeno duas plantas próximas de polipropileno (PP) operadas pela petroquímica LyondellBasell Industries NV (sediada em Houston, EUA). Uma delas foi fechada em 2023 e a outra sairá de cena até dezembro próximo, adiantou a reportagem do portal. A iniciativa foi tomada após constatação de “persistente incerteza em relação à disponibilidade de matérias-primas e custos operacionais e logísticos estruturalmente mais elevados”, atestou a empresa em junho último.


