As importações de poliolefinas pelos portos incentivados do Amazonas e Santa Catarina caminham para fechar 2026 em linha com os volumes exuberantes mostrados nos últimos anos. A percepção de dinamismo nas internações das resinas mais consumidas transparece dos indicadores do primeiro semestre nos ancoradouros de dois Estados, pinçados dos cálculos oficiais, a pedido de Plásticos em Revista, pela equipe da gerência de assuntos de economia e de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
Devido ao crescente contingente de transformadores de flexíveis, como stretch e polipropileno biorientado (BOPP), as poliolefinas roubam a cena das internações de resinas commodities pelo porto livre de Manaus. Em polipropileno (PP), conforme rastreamento da Abiquim, foram desembarcadas ali 67.261 toneladas entre janeiro e junho último contra 62.009 no mesmo período em 2025. Quanto aos polietilenos (PE), o porto da Zona Franca recebeu, na metade inicial de 2026, o total de 77.506 toneladas do grade de alta densidade (PEAD), bem acima das 76.281 dos mesmos seis meses no ano passado. Quanto aos tipos de baixa densidade (PEBD) e baixa densidade linear (PEBDL), delimita a Abiquim, as importações por Manaus somaram 107.821 toneladas de janeiro a junho passado contra 127.532 no mesmo semestre do exercício anterior. Por fim, desembarcaram do exterior na Zona Franca 158.425 toneladas de copolímeros de etileno e alfa-olefina contra 154.105 no primeiro semestre de 2025.
Os indicadores dos portos catarinenses são mais alentados. Em relação a PP, ingressaram por ali no país 212.541 toneladas no primeiro semestre deste ano, acima das 188.755 no mesmo período no exercício precedente. Quanto a PEAD, desembarcaram em Santa Catarina 142.247 toneladas entre janeiro e junho último contra 127.128 na mesma época em 2025. Os volumes de PEBD e PEBD submetidos à aduana nos portos de Santa Catarina resultaram em 59.435 toneladas na primeira metade deste ano perante 47.143 no mesmo período no ano passado. Já no compartimento dos copolímeros de etileno e alfa-olefina as importações recebidas por Santa Catarina atingiram 106.171 toneladas, em essência o mesmo patamar das 107.321 aferidas entre janeiro e junho de 2025.
A região sul aloja o maior núcleo nacional de transformadores de tubos e conexões, setor que lidera com folga o mercado de PVC. Daí a relevância das cargas do vinil desembarcadas nos portos incentivados catarinenses. Pelo monitoramento da Abiquim, chegaram neles 158.902 toneladas de PVC no primeiro semestre deste ano, à frente das 132.802 registradas na mesma época em 2025.


