A disparada do petróleo e derivados, o choque do excedente global de resinas, inadimplência recorde e a alta dos preços em geral no Brasil impregnam o discreto aumento do consumo aparente (produção + importação – exportação) nacional de poliolefinas no primeiro semestre, captado pelos indicadores do governo e da Braskem, único produtor no país de polietileno (PE) e polipropileno (PP) No compartimento de PE, o balanço dos seis primeiros meses de 2026 fechou em 1.843.607 toneladas contra 1.773.988 na mesma época no ano passado. Em PP, por sua vez, o consumo aparente da metade inicial deste ano acumulou 968.892 toneladas perante 913.662 em igual período no exercício anterior.
Com capacidade nominal projetada em 3.201.000 t/a de PE no país, a Braskem divulga ter produzido 1.119.745 toneladas de janeiro a junho último, abaixo das 1.182.757 registradas no mesmo período em 2025. Suas vendas internas totalizaram 778.843 toneladas no primeiro semestre de 2026, de leve atrás das 825.972 registradas entre janeiro e junho do exercício precedente. Quanto às exportações, a empresa calcula seu saldo na primeira metade deste ano em 235.472 toneladas, aquém das 319.527 em iguais meses de 2025. Por fim, as importações brasileiras de PE somaram 959.334 toneladas nos seis primeiros meses de 2026, pouco acima do resultado de 910.758 toneladas compilado no mesmo semestre do ao passado.
Na raia de PP, cuja capacidade nominal doméstica é de 1.905.000 t/a, a Braskem produziu 673.219 toneladas entre janeiro e junho último contra 691.610 na mesma época em 2025. Suas vendas internas da resina poliolefínica emplacaram 508.991 toneladas na primeira metade deste ano, abaixo das 586.246 constatadas em iguais meses do exercício anterior. Pelo flanco das vendas externas, o primeiro semestre acusou embarques de 115.299, à frente das 96.873 exportadas na mesma época em 2025. Em relação às importações de PP, são calculadas em 410.972 toneladas na primeira metade de 2026, acima das 338.925 na mesma época e m 2025.
Um indicador-chave da pulsação da demanda das duas resinas transparece da produção nacional de 1.140 milhão de toneladas de embalagens plásticas flexíveis no primeiro semestre, Rastreamento setorial indica que o volume embute a utilização de 828.000 toneladas de polietilenos de baixa densidade e linear; 141.000 da resina de alta densidade e 171.000 toneladas de PP.


