Empecilho hoje crônico do setor plástico brasileiro, a carência de pessoal qualificado está desbotando nos EUA o objetivo de Trump ao taxar fundo as importações desde 2025, atesta análise postada em 10/9 no site da consultoria Icis. Ao deflagrar sua saraivada tarifária, o presidente americano tinha em mente utilizar as importações encarecidas para trazer de volta empreendimentos da manufatura americana transferidos para paragens mais compensadoras a investimentos produtivos, casos da China e México. Até houve algum retorno nesse sentido, admite a matéria do portal, mas a falta de mão de obra tem sobressaído entre os fatores que impedem o surgimento de um movimento reindustrializador nos EUA com o vigor idealizado por Trump ao sapecar suas canetadas protecionistas, deixa claro na reportagem Harry Moser, presidente do grupo ativista Reshoring Initiative.
No plano geral, gastos com novas fábricas caem desde 2024 nos EUA, nota a reportagem publicada. Para a indústria química/petroquímica, frisa o texto, o risco de manutenção do decepcionante cenário atual é o de ter de arcar com custos onerados pelas tarifas sem a contrapartida de desfrutar vendas a um mercado ampliado pelo retorno de fábricas ao país mais rico do planeta. Os atrativos da linha de frente para a volta de ativos industriais ao território americano incluem as barreiras alfandegárias, instabilidade geopolítica e proximidade das unidades dos clientes locais. No entanto, contrapõe pesquisa da Reshoring Initiative sobre realocação da manufatura para os EUA, 66% dos entrevistados declaram que a contratação de técnicos no mercado norte-americano acusa dificuldades em níveis críticos. Deu no que está dando.


