O pior 1º semestre para a indústria paulista

Impostos, custos e retração nublaram as expectativas entre janeiro e junho, mostra pesquisa da Fiesp
Impostos, custos e retração nublaram as expectativas entre janeiro e junho, mostra pesquisa da Fiesp

Ao menos desta vez deu a lógica. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta o primeiro semestre de 2026 como o pior já aferido na série histórica iniciada em 2008. Intitulado “Indústria Paulista – Avaliação do Primeiro Semestre” o estudo, realizado de 8 a 30/6 último, colheu dados de 337 empresas de todos os portes e integrantes da indústria de transformação (transforma matérias-primas em geral em produtos semi ou 100% acabados) do Estado mais rico do Brasil.

Uma parcela de 54% dos respondentes identificou os seis meses iniciais deste ano como pior que o mesmo período em 2025 e, no embalo desse humor avinagrado, 49,9% dos entrevistados pressentem para o exercício corrente recuo de 4,9% nas vendas do setor transformador, estimativa obtida de média ponderada e abaixo dos indicadores do ano passado. O pessimismo emanado do levantamento colide com a alta de 1,4% prevista e inalterada pela Fiesp para a produção industrial brasileira em 2026.

Entre os principais estorvos para a performance de suas empresas de janeiro a junho último, uma fração de 67,7% dos industriais pesquisados citou a carga tributária. Por sua vez, uma parcela de 59,1% deles apontou o encarecimento das matérias-primas; outra, de 54% dos entrevistados, ficou com a falta de pessoal qualificado e, por fim, um grupo de 54% dos participantes do levantamento escolheu o declínio da demanda interna como problema mais crítico na metade inicial do ano. Apenas 20,5% dos entrevistados manifestaram otimismo em relação ao movimento do segundo semestre.

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