Mesmo depois de algumas das indústrias denunciadas terem recebido apoio oficial aproximado de US$110 milhões à guisa de compensação por avarias sofridas com a guerra no Irã, oito empresas foram acusadas de formação de cartel em 1/10 pelo governo sul-coreano, relata matéria postada em 2/10 no site da consultoria Icis. Iniciada por procuradores em agosto último, a investigação da criminosa combinação de preços, totalizando US$12.2 bilhões, transcorreu de janeiro de 2021 a abril de 2026, envolveu materiais como PVC, plastificantes, soda cáustica e ácido clorídrico e indiciou 37 executivos, entre eles gente de proa do andar de cima como o CEO da OCI, Kim Yu-shin, e o ex-CEO da PKC, Jang Young-soo.
Conforme foi divulgado, as empresas do complô supostamente acertaram o valor e o momento das mudanças nos preços de fornecimento e adulteraram os lances em licitações empreendidas por compradores de maior porte. Os promotores também descobriram, no início da investigação, que um executivo ordenou aos funcionários apagar palavras relacionadas ao conluio das salas de bate-papo (chats), informou a agência noticiosa Yonhap. De acordo com o relatório do governo, trata-se do maior caso de cartel descoberto na Coreia do Sul e, ainda sem data definida, será julgado no Tribunal Distrital Central de Seul.


