José Fernandes Basílio
diretor comercial da Cromaster
“Ele dava sempre um jeito de ajudar alguém numa situação difícil e, na maioria das vezes, não queria aparecer como quem ajudou”
Sr. Jacques Siekierski, uma figura exemplar para minha pessoa. Aprendi demais na convivência com ele. Suas ações exemplares. Sua preocupação constante com a equipe de funcionários – ‘o melhor tratamento para o melhor desempenho’. O olhar caridoso para quem muitas vezes estava em situação difícil; dava sempre um jeito de ajudar e, na maioria das vezes, não queria aparecer como quem ajudou, o fazia de forma escondida. Suas frases maravilhosas, que repetia com certa regularidade. Minha preferida sempre foi uma que aplico no meu dia a dia: ‘Quando se tem opiniões distintas e discussões sobre um mesmo assunto, entenda que a verdade está sempre no meio’. Outra coisa importante que levo do aprendizado com ele é o foco no cliente. O cliente sempre é a razão dos nossos negócios. Considero isso um grande objetivo pessoal e da minha empresa. Entre outras muitas coisas que me envolvi com o Sr. Jacques, uma foi bem especial para mim. Em certa época, o Michael, seu filho mais novo, veio cumprir estágio numa das suas empresas e ficou diretamente ligado comigo por algum tempo. Acredito que ele tenha gostado desta experiência, porque o sr Jacques passou a me chamar de ‘tutor do meu filho’ todas as vezes em que a gente se encontrava, inclusive nos encontros mais recentes quando saíamos para almoçar e conversar um pouco. Isso me deixava sempre orgulhoso e feliz, pois sentia um reconhecimento de um trabalho de sucesso feito pessoalmente para ele.
Na minha visão. Sr. Jacques foi de fundamental importância para o desenvolvimento do mercado petroquímico no Brasil, além de sua atuação em entidades de classes patronal do setor, a exemplo da Fiesp, Abiquim e Abief. Ele tinha um olho e um foco muito crítico para o desenvolvimento da aplicabilidade do plástico em diversos segmentos onde percebia possibilidades de substituição do material até então usado. Uma mudança muito difícil, porque mexe com uma certa cultura estabelecida, sempre uma barreira adicional. Mas o Sr. Jacques sempre teve sucesso nisso e assim foi substituindo outros materiais pelo plástico. Posso citar alguns cases nos quais ele e a ITAP, sua empresa de embalagens, foram diretamente responsáveis por essas mudanças. Por exemplo, a embalagem de sal, outrora de tecido e ele convenceu as empresas do ramo a passarem para o plástico. Graças a seu esforço pessoal, o filme plástico aboliu o vidro da embalagem de leite que perdurou por anos, até chegar a caixa cartonada Tetra Pak. Outra inovação foi o desenvolvimento da chamada Lona XF (polietileno) de alto padrão e resistência, que avançou imensamente pelo mercado brasileiro competindo com opções tradicionais como o encerado. Outro case de que gosto muito foi o empenho do Sr.Jacques em trazer as primeiras empresas de yogurt para fabricarem esse alimentos no Brasil e assim garantir para elas a produção local de recipientes locais com sua fábrica de embalagens rígidas. Ela se agigantou a ponto de, em certa época, o Sr. Jacques ser considerado o maior transformador de resinas plásticas do Brasil.
Eu me orgulho muito dessas histórias. E de alguma forma, mesmo reconhecendo minha colaboração muito pequena diante da grandiosidade construída por ele, eu me sinto afortunado por ter participado de toda essa transformação no Brasil.
Márcio Luiz Viviani
CEO da ML Viviani Engenharia, representante no Brasil das fabricantes de máquinas Reifenhäuser e Roll-o-Matic
“A expressão ‘um homem a frente do seu tempo’ parece um clichê. Não no caso do Jacques”
Trabalhei com Jacques Siekierski por quase duas décadas. Parte desse período exerci a gerência comercial da transformadora de embalagens Itap, com sede no bairro Jaguaré (zona oeste paulistana), e na outra parte atuei como gerente geral da Motechfilm, primeira empresa no país a produzir filme monorientado, baseada em Cabreúva, interior paulista.
Jacques sempre me impressionou por seu entusiasmo e brilho nos olhos diante de novidades tecnológicas. Para tudo que se referia ao mundo do plástico e da conversão ele tinha um sexto sentido para achar inovações e muitas vezes sugerí-las. A expressão ‘um homem a frente do seu tempo’ parece um clichê. Não no caso do Jacques.
O leite em saco plástico, a lona de caminhão, os rótulos esticáveis para garrafas PET, suas incursões em chapas, adesivos… Foram avanços que criaram ou impulsionaram mercados de uma forma que nenhuma outra pessoa sozinha conseguiu no Brasil.
Mas fora todo este empreendedorismo, ficará para sempre o carisma, o bom humor e as tiradas desconcertantes de Jacques, sempre com elegância e vivacidade. Todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo lembram dele com carinho em momentos que ficarão para sempre marcados nas nossas memórias.
Por ter conhecido Jacques, acho que mais do que tristeza pela sua ausência, ele gostaria que lhe déssemos agora um tapa nas costas e disséssemos: ‘Gratos por tudo, você fez a diferença.
Jane Campos
diretora geral da Radici Plastics para a América do Sul
“Há mais de 25 anos ele já discutia temas como sustentabilidade, estruturas monomaterial e reciclabilidade”
Não trabalhei com Jacques no segmento de embalagens, mas, em rápida conversa durante uma feira, há mais de duas décadas, ele deu início a dois negócios de suas operações com minha empresa. Um deles foi com a produtora de elastômeros Nitriflex, na qual foram desenvolvidos produtos coloridos para que a Radici pudesse fornecer compostos de engenharia em Manaus. O outro negócio constou de um projeto no qual o apoiamos a partir da nossa base Itália – Jacques estudava uma alternativa mais ecológica para substituir Tetrapak no envase de leite. Na época, testamos nanocompósitos em PA6 durante o processo de polimerização.
Estamos falando de mais de 25 anos atrás e ele já discutia temas como sustentabilidade, estruturas monomaterial e reciclabilidade. Jacques era uma pessoa muito à frente do seu tempo.
Desde então, passamos a almoçar juntos uma vez por ano, sempre no Freddy, bistrô próximo do seu escritório. Nossos encontros eram repletos de conversas sobre negócios, inovação e novas ideias. Sua mente simplesmente nunca parava de trabalhar.
Sentirei saudades. Mas, acima de tudo, guardarei com carinho os ensinamentos, a visão e a inspiração que ele deixou a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Rogério Mani
presidente da indústria de embalagens flexíveis Epema
“Jacques foi o principal propulsor da indústria plástica no Brasil”
Falar do Jacques é falar de uma lenda que viveu e trabalhou intensamente até seus últimos dias. O plástico no Brasil deve muito a ele, foi o principal propulsor da indústria plástica no Brasil, sempre à frente do seu tempo buscando e desenvolvendo novas tecnologias e novos mercados e constantes lançamentos. Nas embalagens flexíveis, ele fez escola com sua transformadora ITAP. Por muito tempo foi referência no setor e muitas fábricas existentes até hoje saíram de profissionais que nela trabalharam.
Para mim, especificamente, tive o grande privilégio de estar mais próximo e conhecê-lo em 2004, na minha primeira passagem como Presidente da ABIEF. Foi neste momento que resgatei a história dos homens que fizeram e construíram nosso setor, trazendo-os de volta para estar perto da associação. Jacques, aliás, foi um dos fundadores da ABIEF em 1977. Também tive a honra de ser citado no seu livro 50 anos de Brasil e que guardo com muito carinho. Desde o começo de minha trajetória no setor Jacques foi minha grande inspiração em todos os sentidos, muito da minha resiliência veio dos exemplos de sua trajetória. Infelizmente não tive o privilégio de trabalhar com ele, mas suas histórias, sua conduta, seu jeito de tratar as pessoas e seu carisma serão guardados por mim para sempre.
O setor deve muito ao Jacques e muitas homenagens lhe foram rendidas em vida. Para mim, a frase mais marcante de Jacques e que serve para os dias de hoje veio à tona num almoço entre amigos em que todos estavam reclamando do governo, do Brasil, da alta carga tributária e por aí foi até que ele disse: ‘Por que vocês estão reclamando? Quando, por acaso, o cenário foi diferente? Todos aqui cresceram nesta situação e todos sabem que ela não vai mudar; então, vamos parar de reclamar e trabalhar’. Muito atual e pragmático, como ele sempre foi.
Esse era o Jacques. Esse era o CARA !!!
Siga sua viagem Amigo.
Claudio Oliveira
representante comercial da PQA-Produtos Químicos Aracruz
“Seus pioneirismos incluem o saco plástico para embalar leite, substituindo a garrafa de vidro; tubo laminado de creme dental em lugar da versão de alumínio e potes de iogurte em PP termoformado”
Sou químico e meu ideal era ser professor e pesquisador, atividades que realizei por algum tempo, no Projeto Xistoquímica, IQ-UFRJ (Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde me formei.
Tivemos, porém, dois filhos com intervalo de 11 meses, o que fez as despesas decolarem. Abandonei o ideal e favoreci o pragmatismo: fui para a indústria.
Tive sorte, uma vez que o Polo Petroquímico de Camaçari estava recrutando e eu assumi o cargo de chefe do Controle de Qualidade na Polipropileno SA.
Fast forward: passei por mais uma outra petroquímica e rapidamente percebi que ficar no Controle de Qualidade limitaria minha ascensão na carreira. Já então na PPH-Cia. Industrial de Polipropileno, após passagem pelo Rio Grande do Sul, assumi o cargo de gerente de vendas Regional-SP. Eu não tinha experiência em vendas, apesar de ter feito alguns cursos de treinamento. Naquela época, porém, a transição foi segura para mim e para a empresa, pois os preços eram determinados pelo CIP-Conselho Interministerial de Preços, o que fazia as vendas serem praticamente automáticas. Pude aprender no e pelo trabalho, como definiu o Dr. Norberto Odebrecht em sua obra TEO (Tecnologia Empresarial Odebrecht).
Mas isso não impediu que eu me sentisse um vendedor biônico (quem for velho o suficiente vai lembrar o que era ‘governador biônico’). Depois de anos de petroquímica achei que seria a hora de mudar para uma empresa de transformação, onde o mercado seria mais competitivo e menos segmentado. Seria o verdadeiro teste para minha formação. Fui tachado de louco e irresponsável por alguns colegas e amigos, vejam só …
Enquanto ainda gerente da PPH em São Paulo, respondi a um anúncio de emprego (quem se lembra dos classificados nos volumosos cadernos de domingo dos jornais pré-internet?). Fui então chamado para uma entrevista na Itap S.A. Divisão Cromex. Eu já vendia polipropileno (PP) para a Itap e conhecia a empresa. Acabei indo para a Cromex como gerente de vendas e depois diretor geral.
Fiquei no Grupo Itap por 11 anos, o que me permitiu convívio estreito com o Sr. Jacques Siekierski, a quem aprendi a respeitar e admirar. Era um visionário, um precursor da transformação de plástico no Brasil. Seus pioneirismos incluem o saco plástico para embalar leite, substituindo a garrafa de vidro; tubo laminado de creme dental em lugar da versão de alumínio e potes de iogurte em PP termoformado, após convencer a Danone a vir para o Brasil.
Trabalhar na Itap foi um privilégio, proporcionando-me enorme aprendizado e a oportunidade de gerir uma empresa, a componedora Cromex, então líder do mercado de masterbatches no Brasil. Como ela exportava, isso também me permitiu enriquecedora exposição ao mercado externo.
O lamentável passamento do Sr. Jacques Siekierski significa o fim de uma era da história do plástico no Brasil. Seu pioneirismo e criatividade não têm paralelo e são insubstituíveis.
João Daniel
diretor industrial da componedora Cromaster
“Foi combativo, incansável e inovador, ciente de que a mesmice não traz progresso”
Quando conheci o Sr Jacques, tendo a oportunidade de falar diretamente com ele, foi através do maior desafio profissional da minha Vida. Eu, um jovem de 28 anos, fui convidado para montar uma fábrica de masterbatches em Portugal. O Sr Jacques sempre primou por valorizar muito grande os seus colaboradores. Foi então, a essa altura, que eu tive uma surpresa enorme com a proposta, motivando minha máxima admiração por ele.
O sr. Jacques era humilde e acessível como ser humano e, ao mesmo tempo, era enérgico no plano profissional, além de muito cuidadoso em termos de respeito ao mercado e aos clientes. Era um empresário justo e sempre preocupado com sua equipe. Uma referência: ao final da década de 1980, ele antecipava ao máximoos gatilhos salariais que o governo determinava para compensar a inflação galopante de 1800% ao ano, impedindo que ela corroesse mais ainda nossos salários.
Tive algumas oportunidades de viajar com o Sr. Jacques. Era altamente antenado em novidades. Sempre as buscava nas gôndolas dos estabelecimentos e ficava um tempão analisando embalagens, identificando fabricantes e possíveis parceiros de negócios. Foram inúmeras as inovações trazidas por ele ao Brasil e vou citar apenas três para demonstrar como era visionário.
- Na década de 1960 ele foi um dos principais responsáveis pela substituição da garrafa de vidropor saquinhos plásticos para embalar leite.
- Ao final dessa mesma década, o Sr Jacques queria montar uma fábrica de vácuo formagem e o maior potencial para isso em alimentos era no envase de iogurtes. Como então nã havia qualquer fabricante expressivo desse alimento no país ele convidou um jovem empresário de um importante laticínio nacional. Eles foram à França propor a uma liderança em iogurtes (Danone) instalar uma filial no Brasil para consumir as embalagens que ele iria produzir.
Para o Sr. Jacques qualquer problema poderia ser resolvido com trabalho e estratégia. - Poucos anos antes da pandemia (2020-2021) eu e meu sócio José Fernandes o visitávamos com frequência em seu escritório. Queríamos apenas vê-lo, sem qualquer pretensão de cunho profissional. Mas quem segurava o espírito empreendedor do Sr. Jacques? Ele sempre propunha negócios e, ao final, nos dava conselhos importantes com base em sua experiência. Pois numa visita por essa época que ele, já com 86 anos, nos perguntou: ‘aonde vocês acham que eu estava na semana passada?’ Eu e Fernandes não tínhamos a menor ideia. Ele arrematou de imediato: ’eu estava na Sibéria’. Direto ao ponto: o Sr. Jacques descobrira uma máquina que moldava chapas tipo sanduíche com propriedades muito especiais. Ele queria ver o processo ao vivo antes de comprar o equipamento. Pois na Sibéria ele conferiu o funcionamento e comprou a máquina que hoje opera numa de suas fábricas no Brasil.
Eu poderia passar horas contando histórias do Sr. Jacques, mas acho que todas elas convergem para esta definição. Foi um homem combativo, incansável e inovador, ciente de que a mesmice não traz progresso. Para ele, é o dinamismo da novidade, do ineditismo que pode trazer valor realmente perceptível aos clientes.
Para expressar melhor minha admiração por ele: quando tive a oportunidade de me tornar empresário, meu grande desafio sempre foi me espelhar no Sr. Jacques como patrão bom, acessível e, quando necessário, rigoroso. Eu costumava chamá-lo de Rabbi Baruch Espinoza. Sei que ele aprovava isso.
Leônidas Alperowitch
superintendente da indústria Polyfilm
“Jacques era uma referência em plásticos flexíveis para ser seguida”
“Quando entrei no setor de plásticos flexíveis já tinha ouvido falar do Jacques devido ao lançamento, pela sua empresa Itap, de uma embalagem form-fill-seal para manteiga, desenvolvida para o cliente Laticínios Poços de Caldas. Na época eu trabalhava na área de marketing da agroindústria Sanbra, como responsável pelos produtos óleos vegetais e margarina. Tentei desenvolver uma embalagem semelhante mas não consegui.
Assumi, a seguir, a a gestão da Polyfilm, à época uma das maiores transformadoras de flexíveis do país. Já sentia, então, que o Jacques da Itap era uma referência para ser seguida. Ele trazia do exterior as inovações em embalagens e produtos afins. Muitas vezes nos encontramos na feira trienal alemã K, a maior do setor plástico mundial. Éramos eu rodando toda a feira e ele com um papelzinho no bolso com a relação dos expositores que já tinha estudado e selecionado para visitar
Muito nos aproximamos durante a fundação da Abief. Ele sempre sugeria uma direção do que deveria ser feito. Sempre foi muito ético com os concorrentes. Por três vezes fui convidado para trabalhar com ele.
Finalizo estas lembranças destacando algumas contribuições do Jacques para o setor de plásticos flexíveis no Brasil: a introdução do filme para embalar leite, sacolas , embalagens laminadas e coextrusadas, lonas e copos plásticos, sua participação no controle tripartite da petroquímica de polietileno Politeno (incorporada á Braskem), em Camaçari…
Roberto Tubel
fundador e presidente da RT Projetos e Consultoria
“Sua visão ia além da embalagem - integrava equipamento e produto, criando soluções completas e tornando os projetos economicamente viáveis”
Fui diretor, por 11 anos, da divisão de embalagens flexíveis da Itap S/A. Nesse período, trabalhei diretamente com Jacques. Nunca conheci alguém tão apaixonado pelo universo das embalagens. Era um verdadeiro entusiasta da inovação. Lia todas as revistas especializadas, viajava constantemente em busca de novidades e estava sempre atento às tendências e às tecnologias que poderiam ser introduzidas e desenvolvidas no Brasil.
Quando determinada embalagem exigia um equipamento especial de envase, Jacques não media esforços para encontrar o fabricante, importar a máquina ou até mesmo viabilizar seu desenvolvimento e sua montagem no Brasil. Sua visão ia além da embalagem – integrava equipamento e produto, criando soluções completas e tornando os projetos economicamente viáveis.
Foi assim que contribuiu para introduzir no mercado brasileiro importantes inovações como o filme de polietileno (PE) para leite pasteurizado, substituindo as garrafas de vidro; as embalagens para iogurte, com corpo de poliestireno (PS) ou polipropileno (PP) e tampa de alumínio; a caixinha Zupack, concorrente da Tetra Pak; o filme bolha de PE; o saco valvulado; lona de PE para caminhão; os filmes multicamada de barreira, de PE mono orientado e os de PVC torção (twist) para balas.
Jacques costumava dizer que desenvolver uma embalagem significava, antes de tudo, conhecer o mercado e avaliar sua viabilidade. Para ele, qualidade era fundamental. Por isso, procurava reunir os melhores profissionais, buscando sempre a excelência dos produtos e serviços, sem perder de vista os custos adequados.
Além de sua extraordinária capacidade profissional, Jacques era muito querido por seus colaboradores. Visitava frequentemente as fábricas, conversava com todos de igual para igual e os tratava com respeito e humanidade. Sabia valorizar as pessoas.
Aprendi muito com ele. Como passava mais de 50% do mês viajando, confiava em sua equipe e nos dava grande liberdade e autonomia para trabalhar. Essa confiança era também uma forma de ensinar e desenvolver pessoas.
Mesmo com mais de 90 anos, Jacques continuava acompanhando atentamente os mercados brasileiro e internacional, analisando tendências, identificando oportunidades e avaliando possibilidades de investimentos. Era uma de suas grandes características: a curiosidade, a inquietude e a paixão por inovar, que nunca o abandonaram.
Jacques foi um profissional visionário, um empreendedor incansável e, acima de tudo, um ser humano que deixou sua marca nas pessoas que tiveram o privilégio de conviver e trabalhar com ele.


