PP e PE: importações mantiveram o pique no 1º semestre

Apenas a guerra no Irã distingue o período deste ano do cenário de 2025
PP e PE importações mantiveram o pique no 1º semestre

A permanência de flacidez do consumo interno, oferta nacional insuficiente e as lesões causadas desde março pela guerra no Irã no suprimento e preços internacionais do petróleo e derivados contribuem para aclarar o empate técnico nas importações de poliolefinas entre os semestres iniciais deste ano e de 2025. Rastreio dos números do governo pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) totalizam em 1.078.833 toneladas as importações de polietileno (PE) e polipropileno (PP) de janeiro a junho último versus 1.018.288 toneladas no mesmo período no ano passado.

No cercado de PP, as importações no primeiro semestre somaram 119.499 toneladas, das quais 45.975 integradas por copolímeros e o restante por homopolímeros. Por sua vez, a primeira metade de 2025 registra internações brasileiras de 107.530 toneladas, sendo 42.472 o quinhão dos copolímeros e na parcela complementar comparecem os homopolímeros. As três principais origens dos desembarques de PP são as mesmas no comparativo entre os semestres em questão.

Na metade inicial deste ano, a Colômbia, à sombra de acordo bilateral comercial com o Brasil, liderou o pool com 93.289 toneladas contra 68.779 na mesma época em 2025. A seguir, entra a Arábia Saudita com 64.286 toneladas desembarcadas aqui entre janeiro e junho passado perante 68.504 nos seis meses iniciais do exercício anterior. A trinca fecha com PP da China, reflexo da explosão das exportações atiçadas pela recente autossuficiência produtiva: as importações brasileiras do polímero chinês somaram 59.253 toneladas na primeira metade de 2026, acima das 44.057 aferidas na mesma época um ano antes. Pelo flanco das exportações, o Brasil, através da Braskem, remeteu 410.792 toneladas, das quais 119.070 de copolímeros e o restante de homo, no primeiro semestre desde ano contra 338.925 – sendo 106.976 de copo e o remanescente homo – no mesmo período em 2025.    

A resina de baixa densidade (PEBD) foi o grade de PE menos importado pelo Brasil na primeira metade deste ano: 234.732 toneladas, em essência o mesmo platô das 235.483 internadas de janeiro a junho de 2025. Por seu turno, as importações do tipo de alta densidade (PEAD) acumularam 357.141 toneladas no semestre inicial de 2026 contra 319.966 no mesmo período no exercício precedente.Por fim, o Brasil recebeu do exterior 367.461 toneladas de copolímeros de etileno  e alfa-olefina entre janeiro e junho último contra 355.309 em iguais meses  de 2025.

Mesmo esfaqueadas por sobretaxa brasileira antidumping, as resinas de PE dos EUA seguiram no topo dos nossos principais fornecedores internacionais: 283.199 toneladas desembarcadas na primeira metade de 2026 contra 636.591 na mesma época em 2025. A segunda principal origem de PE do exterior é a Argentina. No primeiro semestre de 2026, a Dow, monopólio do polímero no país vizinho, desembarcou aqui 187.473 toneladas de PE, acima das 114.386 aportadas nos seis meses iniciais de 2025. O trio das principais origens é completado pela Arábia Saudita: colocou no Brasil 120.044 toneladas no semestre passado, léguas adiante das 22.084 na mesma época em 2025, evidenciando espaço abocanhado das ultratarifadas resinas concorrentes norte-americanas.          

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