Um dos pilares da economia circular, o conceito de reúso do plástico atingiu um grau extremo (e de higienização discutível) nas embalagens das tradicionais lojas de comida para viagem no Japão, demonstra artigo postado em 2/6 no site Nikkei Asia. O pivô da história é a disparada nos custos dos recipientes, na garupa dos violentos saltos causados pela guerra no Irã nos preços do petróleo e derivados como nafta. Mais de 40% do consumo japonês de nafta é suprido pelo Oriente Médio. A jusante da cadeia petroquímica, o mercado de plásticos do país é dimensionado na reportagem em 8.43 milhões de t/a e o setor alimentício responde por cerca de 30% desse volume total.
Atordoada com o aviso de reajuste de 30% no preço dos recipientes para pedidos deste mês de junho e com a possibilidade de interrupções no fornecimento, a Hinode Delica, que vende em Tóquio bentô (marmita individual) e outras iguarias prontas, propôs em maio, pelas redes sociais, a oferta de bônus ou porções extras a clientes que trouxessem suas embalagens plásticas. Segundo o artigo de Nikkei Asia, os custos delas em geral incidem em cerca de 5% no preço de venda de uma refeição bentô.
A Tabeena Foods Garage, estabelecimento de comidas prontas perto de Tóquio, está acenando com mais pontos no cartão fidelidade aos fregueses que levarem à loja as próprias embalagens plásticas. “Se a guerra no Oriente Médio se prolongar, talvez não tenhamos outra opção a não ser pedir aos clientes que suportem novos aumentos de preços e restrições de fornecimento”, declarou na matéria um representante da Chuo Kagaku, indústria transformadora das embalagens em questão.


