Com o óbvio gatilho da guerra no Irã, o índice global de preços petroquímicos da consultoria Icis cravou em março último o maior aumento mensal no histórico iniciado em 2000: cresceu 32.7% sobre o patamar anterior de fevereiro. Na composição desse índice, atesta artigo postado em 9/4 no site Icis, pesa de saída a aferida subida de 44% em março x fevereiro do preço médio spot do petróleo brent Reino Unido/Noruega, rondando a marca de US$ 100 o barril ao final do primeiro trimestre.
Abalado no período por saltos no nível de ociosidade e por paradas de plantas por força maior, decorrência do estrago pela guerra no suprimento internacional de petróleo, nafta e gás, o nordeste asiático foi, na luneta da Icis, o mercado regional cujos preços petroquímicos mensais à vista mais encareceram no mundo em março último x fevereiro. A ascensão foi regida, em particular, por petroquímicos básicos tipo eteno, com aumento mensal de 88.6% e butadieno com 66.7%. Na tribuna das resinas, chamou a atenção na mesma região o crescimento beirando 30% do preço médio à vista de polietileno (PE em março versus o mês anterior). Já o Golfo do México acusou o segundo maior aumento mensal pelo crivo da Icis, com alta de 11,8% em março x fevereiro, performance norteada pelas cotações de itens da primeira geração petroquímica, tipo paraxileno, tolueno e propeno, de preços turbinados por custos crescentes do petróleo e gás natural, alta de preços na Ásia e consultas de exportação mais firmes de importadores de petroquímicos norte-americanos. Por fim, o mercado do noroeste da Europa registrou o menor aumento mensal em preços petroquímicos, da ordem de 6.5% na métrica da Icis. Em parte, esclarece o artigo veiculado, o percentual reflete o fato de muitos dos preços dos contratos de março acompanhados pelo índice, como os do eteno, propeno e butadieno, terem sido finalizados antes do conflito no Oriente Médio, ou em seus estágios iniciais.


