Uma obra sempre em progresso

Economia em fogo brando não tira o ímpeto das ações da Asperbras

Tubos de PVC: investimentos na capacidade e mostruário à margem da crise.
Se arredondadas as vergonhosas radiografias oficiais, 100 milhões de brasileiros continuam sem acesso à coleta de esgoto, 35 milhões não são abastecidos com água tratada e 13 milhões de crianças e adolescentes não desfrutam de água potável, manejo de água pluvial e canalização e tratamento de despejo de resíduos líquidos. Manda a lógica que uma infraestrutura assim indigna do nome, efeito da falência e indolência do poder público, esfrie o interesse dos empreendedores. Mas a magnitude do potencial a descoberto continua a mesmerizar quem acredita na virada do jogo, mais dia menos dia. É o caso da operação de transformação de plástico do Grupo Asperbras. O saneamento básico, vindo corpos atrás o agronegócio, permanece o principal campo de atuação das duas controladas da companhia, dedicadas desde 1985 a tubos e conexões de PVC e desde 2002 a rotomoldados de polietileno (PE). Noves fora, a Artebras mostra-se um ponto fora da curva no mercado do vinil, onde o senhor dos anéis é o segmento predial, e na raia da rotomoldagem, cuja locomotiva é a caixa d’água, aliás, solução meia boca para uma cárie crônica da infraestrutura: a falta de água encanada para quem vive da mão para a boca. Colnaghi: aposta no saneamento básico comanda as ações da Asperbras na transformação de plástico. Na selfie atual, o Grupo Asperbras guarda bem pouca semelhança com aquela fábrica de dutos de irrigação, as feições da empresa quando debutou na praça, 53 anos atrás. Em vez de manter o foco centrado nos tubos de

 

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