Os frutos do padrão mundial

Fábrica da Rhodia vira caso à parte em plásticos de engenharia

Curti: planta em São Bernardo exporta 70% da produção. A proliferação de projetos de carros mundiais escanteou os componedores nacionais da sala vip dos plásticos de engenharia. Sem cultura exportadora nem interface com as matrizes das montadoras, eles acabaram, no geral, relegados ao piso térreo do ramo, provendo materiais para peças convencionais, de baixo conteúdo valorizador. “Não os vejo nas licitações que participamos”, atesta Marcos Curti, diretor para as Américas da Unidade de Negócios Performance Polyamides da Rhodia, controlada do Grupo Solvay. A unidade da Rhodia em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo, já é, por si mesma, um capítulo à parte no seu setor. A começar pela musculatura de sua infra, pois ela produz compostos verticalizada a montante de sua cadeia: recebe do complexo do grupo em Paulínia, interior paulista, os sais de náilon, resultantes da reação de ácido adípico com hexametileno de amina e destinados à polimerização de poliamida (PA) 6.6 – etapa também efetuada pela empresa na fábrica em Santo André, no ABC paulista. Esta resina e o tipo importado PA 6 são beneficiados em São Bernardo. Na petroquímica brasileira, a Rhodia é hoje o único produtor de um plástico de engenharia. Com 20 anos de milhagem acumulada no ramo, a operação em São Bernardo também é notícia pela sua política motivacional, fora da moldura dominante no setor brasileiro de compostos nobres, em regra descuidado com o apuro dos conhecimentos do chão de fábrica e bem menos esbanjador no instrumental dos laboratórios na retaguarda da produção.

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório