Haja fé e fôlego

Como distribuidores de PP e PE digerem a inanição da demanda

Recessão e resinas a preços atrelados ao dólar formulam um composto que é nitroglicerina para a distribuição de polietilenos (PE) e polipropileno (PP), os dois pilares do varejo do plástico. “De duas uma”, disse um distribuidor em off, “ou repasso os reajustes anunciados ou meu negócio morre, pois não tenho como absorver os aumentos”. Ele concorda com o efeito dominó – o risco de encolhimento das vendas num quadro de clientes em grande parte descapitalizados pela crise –, mas não vê saída. “No primeiro semestre, amargamos queda de 8,2% nas vendas de PP e PE em relação ao mesmo período no ano passado”, expõe com pesar Wilson Cataldi, sócio executivo da Piramidal, nº1 da distribuição de resinas commodities no país. O recuo no movimento é atribuído por ele “à diminuição da demanda e ao maior contingenciamento de limite de crédito”. Em reação a esse transtorno financeiro, a Piramidal lançou em janeiro o “Piramidal Card”, linha de crédito adicional com prazos especiais. “Uma vez fechada a venda via cartão, a administradora fica com o risco”, esclarece o distribuidor. Muitas vezes, dessa forma, o “Piramidal Card” ofereceu mais limites de financiamento a empresas com dificuldades para conseguir crédito na praça, ele observa. Do lado do portfólio, encaixa Cataldi, a diversidade de materiais foi acentuada este ano com a comercialização de PET grau garrafa da PetroquímicaSuape. Em contrapartida, a barafunda da economia levou a Piramidal a teclar pause no ventilado plano de distribuir produtos que não materiais para o setor plástico. “Hibernamos a

 

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