Fernando Figueiredo
O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, profundo conhecedor do cenário industrial brasileiro, inicia sua gestão dando ênfase a um segmento abandonado pelo nosso governo nos últimos anos: a conquista de mercados externos e a consequente necessidade de o Brasil negociar acordos comerciais com outros países. Para tanto, o Ministério trabalha intensamente, no plano interno, em conjunto com o empresariado, para elaborar o Plano Nacional de Exportação ao mesmo tempo em que, no front externo, busca fugir das amarras criadas pelo Mercosul. O primeiro sucesso já pode ser contabilizado com a recente assinatura do acordo de facilitação de comércio com os Estados Unidos. Face a experiências traumáticas do passado, muitos segmentos industriais têm receio dessa política de abertura comercial. E não se pode negar que existem muitas razões para temer uma abertura desenfreada de nosso mercado. Embora não seja o caso da indústria química brasileira, pois convive com reduzidas tarifas médias de importação e, de outro lado, as empresas de capital nacional buscam internacionalizar suas operações enfrentando a concorrência externa, o fato é que companhias como Artecola, Oxiteno, Unigel e Braskem conquistam importantes participações de mercado em muitos países. É absolutamente certo, porém, que não se pode contar apenas com a atual desvalorização cambial para tornar o Brasil competitivo no mercado internacional. Primeiro, porque o Brasil não foi o único país do mundo a desvalorizar sua moeda. Com a crise mundial, a política monetária tem substituído a política orçamentária em diversos países, fazendo com que a maioria dos

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório