E agora?

Recessão e desgoverno empobrecem o consumo popular, motor das vendas de produtos higiênicos infantis. O setor está cara a cara com uma nova realidade.

O estouro da bolha de 13 anos de fervura no consumo e a ausência de pistas sobre os rumos do esfriado mercado daqui para a frente lançam uma sombra sobre a trajetória do setor brasileiro de higiene & beleza. Seguinte: com desgoverno e inflação, evaporou o poder aquisitivo das classes ditas emergentes. Ao lado da vaidade e obsessão nacional com a estética, esse público compunha os pilares da glória dos saltos de dois dígitos anuais nas receitas desse setor. Aí veio 2015. A recessão sem fim à vista e seu efeito dominó sobre o orçamento doméstico terão ou não poder para deteriorar não só as vendas, mas a cultura de contemplar produtos higiênicos e cosméticos com lugar fixo nas listas de compras, formada na população de baixa renda durante esses anos todos? Um indicador de como este setor pode ser duro na queda transparece de um afluente seu: o reduto de  higiênicos infantis. Pela lupa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), ele é integrado por artigos para cabelo, sabonetes, fraldas e artigos para pele, compartimento onde cabem protetor solar e soluções para assaduras. A entidade não deu entrevista, mas a mais recente edição on line de seu “Caderno de Tendências” contém estimativa de faturamento de R$ 3,7 bi em 2012 e, previsão de anos antes da era Dilma 2, de R$ 6,4 bi em 2017 nessa praia de produtos para a faixa de 0 a 11 anos. As justificativas citadas no estudo para esse

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório