A perna que faltava

Compra da Innova completa perfil da Videolar e pavimenta nova arrancada de Lirio Parisotto na petroquímica

Para Lirio Parisotto, 2014 fica como um ano denso e encorpado como os vinhos que ele mais aprecia. Afinal, foi quando ele fechou uma página e abriu outra em sua vida. De um lado, pingou o ponto final no negócio de mídias ópticas e, em meio à cerimônia do adeus, um punhado de injetoras vipíssimas e exclusivas para CD/DVD foi parar no ferro velho e desfalcou a Videolar de uma operação que foi seu cartão de visitas antes da chegada abrupta de entes como MP3 e Netflix. Em contrapartida, a compra da Innova, transação aprovada em 1º de outubro pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), deu ao saci Videolar, comenta o empresário, a outra perna de que tanto carecia. Ela se chama estireno. Na entrevista a seguir, Parisotto justifica o arremate da concorrente, até então controlada pela Petrobras, e delineia suas projeções para os negócios com o monômero e poliestireno (PS), bem como em frentes como EPS e ABS. PR – Sua decisão de entrar em PS foi para se desforrar do tratamento que recebia de seus então fornecedores de resina. Qual a racionalidade para adquirir a Innova em um momento em que o PS é um muro de lamentações no mundo inteiro, há quase 15 anos seu consumo está parado no Brasil e seus mercados são cada vez mais atacados por outros materiais? Parisotto – Não estamos entrando em um mercado novo. Estamos, na verdade, nos consolidando em um segmento que já teve quatro fabricantes (Videolar, Dow, Basf

 

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