Semanas seguidas de bombardeio de refinarias de óleo e gás no Golfo Pérsico, sob o desenrolar da Guerra no Irã, não alteraram, até a postagem deste artigo, o cronograma da partida, programada para este trimestre, da primeira planta de Borouge 4 (B4). Trata-se da mais recente extensão do complexo da indústria Borouge, braço do conglomerado estatal emirático de energia ADNOC. Implantado na na cidade industrial de Ruwais, em Abu Dhabi, o empreendimento ganhou corpo em 2001, com potencial para gerar então 450.000 t/a de poliolefinas na primeira fase (B1), e o investimento geral até hoje é estimado em US$ 6.2 bilhões.
Integrado por cracker de 1.6 milhão de t/a de etano e capacidade de 1.4 milhão de t/a de polietileno (PE) e polipropileno (PP), o módulo B4, controlado por ADNOC (70%) e OMV (30%), constitui a mais recente extensão do poderio petroquímico da Borouge e vai rodar licenciado com a tecnologia bimodal Borstar®, patenteada pela Borealis, subsidiária da OMV. Com a incorporação do B4, a capacidade instalada de poliolefinas da Borouge totalizará 6.4 milhões t/a ao final deste ano, passando a 6.6 milhões de t/a em 2028.
Em paralelo à entrada em cena do B4, segue adiante a constituição oficial da companhia Borouge Group International, junção dos ativos petroquímicos de Borouge e Borealis com acréscimo da aquisição do controle da norte-americana Nova Chemicals. O término dessa articulação, previsto para o final de março, contemplará o novo grupo com capacidade nominal de 13.6 milhões de t/a de poliolefinas, fazendo jus ao status de quarto produtor mundial no gênero, conforme salientou comunicado de 19/3 do ADNOC.
Uma vez concluídos os trâmites de estruturação financeira, a participação do ADNOC no Borouge Group International será transferida à sua subsidiária XRG. Desse modo, o comando do Borouge Group International caberá à parceria entre a XRG e a OMV, cada uma detendo parcela de 50% do controle.


