Se o acaso não der as caras, a China fechará 2026 com exportações recordes de 5.1 milhões de toneladas de polipropileno (PP), prevê John Richardson, blogueiro do site da consultoria Icis em artigo postado em 29/6. Detalhe: no pandêmico 2020, o mercado chinês dependia da resina internacional a ponto de importar 6.1 milhões de toneladas. O jogo virou por obra de persistentes investimentos na autossuficiência produtiva em petroquímicos e hoje PP (em especial homopolímeros) encabeça com etilenoglicóis e estireno as exportações de químicos e plásticos da China.
O panorama das vendas externas de janeiro a maio último demonstra que os principais destinos do competitivo excedente chinês de PP incluem o Sudeste da Ásia, África, Índia e América do Sul. Neste subcontinente, estima a consultoria Icis, o Brasil deverá ser este ano o oitavo maior importador de PP da China, internando 204.223 toneladas. Em 2020, esses desembarques não passavam de 49.553 toneladas. Ainda no mercado sul americano, Peru e Equador caminham para, respectivamente, importar 180.135 e 58.257 toneladas de PP chinês no exercício atual, calcula o banco de dados da Icis.
“A menos que a demanda interna melhore significativamente, o cenário macroeconômico da China — forte oferta, fraca demanda interna e tolerância à estabilização impulsionada pelas exportações — sugere que os produtores de produtos químicos manterão o ritmo acelerado das exportações”, conclui Richardson.


