Sedento por impor mais tarifas de importação, o governo Trump se debruça sobre o excedente global da produção de máquinas para moldar plásticos, noticiou em 28/4 o site Plastics News. A intenção é música celestial aos ouvidos dos fabricantes de bens de capital norte-americanos, mas prenuncia alta nos custos e perda de competitividade internacional para seus conterrâneos transformadores. Afinal, eles dependem em 75% de equipamentos importados para rodar. A justificativa corrente para essa carência num país referência do progresso científico é o desinteresse pela construção de máquinas consideradas de baixo grau tecnológico.
Entre os verbetes globais em bens de capital que se empenham em sensibilizar a administração Trump para sossegar sua sanha tarifária constam duas grifes de injetoras: a alemã Arburg e a japonesa Nissei. A primeira, por sinal, relata a matéria de Plastics News, afirmou estar suspendendo sua manufatura nos EUA “até a situação ficar mais estável em relação a acordos comerciais e alfândegas”. Por seu turno, Mac Otsuka, dirigente da Nissei, observou terem sido importadas 74.5% das máquinas adquiridas em 2023 por transformadores norte-americanos. Já Michael Sansoucy, vice-presidente de vendas e aplicações do escritório da Arburg em New Haven, Connecticut, atesta que mais de 90% das injetoras na ativa na transformação dos EUA vieram do exterior.


