Uma das pátrias da “plasticofobia”, dada sua aversão ao material e seus descartáveis, o Canadá deu momentânea meia volta nesta postura, movido pela segurança prestada a seus cidadãos. A partir do final de junho, deixa claro o site Canadian Plastics, o governo do premier Justin Trudeau começa a distribuir passaportes tornados menos violáveis por obra e graça de uma resina estreante no documento de viagem. Trata-se de uma página de policarbonato (PC) contendo os dados pessoais do portador gravados a laser, aposentando portanto o decrépito recurso da impressão dos dizeres a tinta. Nesse caso, o poder público canadense deixou de lado a ojeriza ao plástico que o caracteriza internacionalmente para reconhecer que a folha de PC supera a tradicional de papel em durabilidade e resistência à água, adulterações e falsificações. Para aprimorar a detecção de tentativas de alterações, um chip específico para uso em passaportes foi integrado à página de plástico. A inspeção da autenticidade do passaporte também é beneficiada na folha de PC pela aplicação superficial na foto do viajante de um kinegram – técnica digital de animação para produzir ilusão ótica de movimento.

“Não há empresa que consiga sobreviver a um choque de custos de 3 dígitos em tão pouco tempo”, atesta Márcio Grazino, da Maximu’s Embalagens Especiais
Saraivada de reajustes nas resinas está arruinando a gestão das indústrias transformadoras

