EUA: ONG quer banir copos descartáveis da rede Starbucks

Reciclagem dos copos de PP é contestada pelo grupo Beyond Plastics
EUA ONG quer banir copos descartáveis da rede Starbucks

“Parem de fazer alegações enganosas sobre reciclagem que dão aos clientes a falsa impressão de que os copos plásticos descartáveis ​​depositados nas lixeiras de reciclagem das lojas são reciclados”. Com este irado comunicado, relata matéria postada em 29/9 no site Plastics News, a ONG Beyond Plastics aplicou nos EUA midiático puxão de orelha na rede de cafeterias Starbucks, por teimar que seus copos de uso único em polipropileno (PP) adequam-se à reciclagem mecânica. “Os clientes que colocam cuidadosamente seu copo da Starbucks em uma lixeira de reciclagem com a imagem de um copo de plástico para bebidas frias esperam, com razão, que ele seja reciclado”, fustigou o grupo ativista na mensagem. A ofensiva da ONG tem engrossado com protestos ao vivo de seus membros ecoxiitas em 22 lojas da Starbucks em 11 estados norte-americanos. A pressão visa convencer a Starbucks a deixar de afirmar que os copos descartáveis são recicláveis. No embalo o grupo Beyond Plastics insiste para a rede mudar os copos plásticos pelos de fibra.

Ao longo deste ano, informa o artigo no portal Plastics News, a ONG colocou rastreadores Bluetooth em copos de PP da Starbucks de janeiro a março e novamente em julho e agosto. Dos 69 rastreadores instalados, 47 demonstraram que nenhum deles ingressou na reciclagem. De acordo com a matéria publicada, um porta-voz da Starbucks contestou a validade desse monitoramento ao asseverar para a imprensa que “nossos copos são projetados para serem recicláveis, e a designação ‘amplamente aceito para reciclagem’ reflete isso. Obviamente, a reciclagem na prática também requer infraestrutura comunitária local. É por isso que trabalhamos em estreita colaboração com outros, incluindo as empresas de reciclagem, para ajudar a expandir o acesso e aprimorar o sistema”. No Brasil, a propósito, aponta relatório anual da consultoria MaxiQuim, descartáveis responderam por apenas 2% do volume da sucata plástica submetida à reciclagem em 2025. Essa participação modesta é atribuída a peculiaridades desfavoráveis à coleta e triagem do refugo, caso de leveza, baixa disponibilidade, sujidades e incidência de resíduos de alimentos   

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