Há menos de 20 anos, os EUA eram o maior importador de petróleo e hoje lideram a produção mundial do combustível. Há 10 anos, o país estreava na exportação de gás natural liquefeito (GNL) e hoje preside essas vendas externas. Em meio à oferta global dos dois insumos rachada pela guerra no Irã, a segurança energética norte-americana, provida pelo shale gas, reluz por trás do investimento da ordem de US$3.4 bilhões brandido pela peteroquímica Shintech para ampliar seu complexo em Plaquemine, no estado da Louisiana. Com término agendado para 2030, o projeto conforme detalhou artigo em 5/3 no portal Chemical Week, engloba o segundo cracker local de etano, para fornecer 625.000 t/a de eteno; a quarta planta de cloro-álcalis – de 310.000 t/a de soda cáustica – e a quarta de cloreto de vinila (MVC), com potencial de 500.000 t/a.
Sediada em Houston, a Shintech Inc. é controlada da japonesa Shin-Etsu Chemical Co., apontada como nº 1 mundial na produção de PVC, à sombra de unidades nos EUA, Europa e Ásia. Por sinal, a Shintech opera a maior capacidade do polímero vinílico nos EUA, onde a escora do gás natural barato e providencialmente distante de zonas de conflito bélico garante sua competitividade em meio ao excedente crônico de PVC no planeta. A super oferta é puxada pela China, cujo suprimento internacional de óleo e gás natural liquefeito para sua estabilidade energética segue complicado pela guerra no Irã.
Na ativa desde 2000, o complexo em Plaquemine conta hoje com cracker para fornecer 670.000 t/a de eteno e capacidades na faixa de 2.95 milhões de t/a do monômero vinílico e 1.95 milhão de t/a de soda cáustica. Pelas projeções da Shintech, repassa a matéria de Chemical Week, a demanda mundial pelo hoje super ofertado PVC aumentará em mais de 750.000 t/a no próximo quinquênio e a procura de soda cáustica deverá ampliar na média anual de 1.3 milhão de toneladas no mesmo período.


