Mais de 25% da capacidade europeia de estireno foi encerrada nos últimos três anos, em reação à erosão da rentabilidade dos produtores do monômero no continente, causada pelo excedente, atestou Katie Eliott, diretora para área de aromáticos da consultoria S&P Global Commodity Insights, no seminário anual da Associação Petroquímica Europeia realizado em Berlim, noticiou em 24/9 o portal Chemical Week. Mas o tiro está saindo pela culatra, pois a demanda europeia de estireno depende agora de suprimento complementar externo para ser atendida a contento. Noves fora, crescem com vigor os pedidos na zona do euro pelo material dos EUA e Oriente Médio, a ponto de a executiva projetar o total de um milhão de toneladas para os desembarques de estireno na Europa este ano.
Na disputa com fornecedores europeus, analisa Katie Elliot, os produtores americanos tem a vantagem dos custos de matéria-prima (gás natural/etano) que não são ofuscados pelo ônus do frete marítimo. Só que tem um porém: para produzir estireno, assinala a consultora, os EUA dependem de importações de benzeno, petroquímico básico cujos desembarques no mercado americano foram gravados com tarifaços de Trump. Katie enxerga nesse enrosco uma oportunidade para produtores de estireno do Oriente Médio remeterem volumes maiores para clientes europeus, embora também deparem no continente com várias barreiras alfandegárias a internações do monômero da Ásia.


