Tentação não tem cura

As vendas esfriam pela primeira vez, mas não conseguem derreter o potencial do Brasil para sorvetes e suas embalagens

Gastronomia: sorvetes na garupa do refinamento de consumidores.
No jargão do tênis, 2015 quebrou o serviço do mercado brasileiro de sorvetes, jardim dos recipientes de polipropileno (PP) no produto industrial e de poliestireno expandido (EPS) na ala artesanal. De 2003 a 2014, o consumo brasileiro deste laticínio aumentou 90,5%, da faixa de 685 milhões a 1.305 bi de litros. A dor desse soco foi agravada pelo aumento da carga tributária no lombo dos fabricantes, deixa claro com desalento na entrevista a seguir Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (Abis). Como ocorre hoje em qualquer atividade, as perspectivas de mais declínios a curto prazo dependem, é lógico, se o governo e o PT não saírem da frente. Mas, apesar dos pesares, o aquecimento climático, aumentando os períodos acalorados durante o ano, o refinamento da cultura gourmet e a crescente aceitação do sorvete como alimento nutritivo e fora da categoria dos supérfluos continuam despertando a gula dos investidores no ramo. Weisberg: inovação e controle de custos para encarar a crise. PR – Em suas projeções iniciais, a Abis anunciava empate no consumo de sorvetes em 2015 com 2014. A entidade ainda não soltou os dados do ano passado, mas a previsão emplacou? Weisberg – Até o terceiro trimestre de 2015, a previsão era de estabilidade no setor, em razão da alta registrada de 2,6% nos primeiros seis meses.Mas foi sendo observado um declínio nos meses posteriores, especialmente por conta do agravamento da crise econômica. Os últimos meses do ano passado representaram um forte abalo na indústria

 

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