Sexo é o melhor remédio

Hot Flowers desdobra em drogarias seu sucesso no mercado erótico

Cosméticos: categoria mais rentável da Hot Flowers.
“Quando se fala no mercado de sexo você tem um mundo a seus pés”, atesta Edvaldo Bertipaglia, dirigente da Hot Flowers, barômetro nacional na fabricação de produtos sensuais e verticalizada na transformação dos artefatos de plástico. A abrangência do erotismo como negócio extrapola a metamorfose das sex shops, vistas nos anos 1990 como lugares de frequência suspeita e hoje enquadradas no comércio de luxo. Pois a Hot Flowers vai extrapolar este raio de alcance. “Conseguimos a documentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que nos permitirá em 2017 entrar em farmácias com nutracêuticos, além dos nossos produtos sensuais”, comemora o empresário. Até esta altura do campeonato, a Hot Flowers só pensava em sexo. Em 2012, por exemplo, faturava R$25 milhões e registrava e acumulava crescimento da ordem de 1.000% em seis anos. Aí pintou a crise em 2015 e, pela primeira vez, Bertipaglia sentiu as vendas esfriarem na cama do balanço e viu subirem os índices de ocupação da sua capacidade industrial em Indaiatuba, no interior paulista. “Foi quando buscamos outro tipo de investimento”, diz. Contra a corrente de meio mundo na indústria de manufatura nacional, ele decidiu apimentar a relação repaginando, em 2015 e 2016, a sua atividade fabril. “Partimos por esse caminho amparados, inclusive, no conhecimento das máquinas adquiridas ao longo de 12 anos da Hot Flowers e assim investimos não só no mercado erótico, mas no alimentício, nutracêutico e de nutricosméticos”. A cereja no bolo desse salto foi a luz verde no papelório dada pela Anvisa.

 

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