Resoluções de Ano Novo

Dezembro é tempo de traçar resoluções de ano novo. Tratam-se daquelas listas de promessas para melhorar de vida nos 12 meses seguintes. É grande a probabilidade de as iniciativas não saírem do papel –que aceita tudo–, mas o simples fato de alguém se dispor a redigí-las, demonstra ao menos alguma consciência da necessidade de preencher essas lacunas, assim como é uma forma de manter acesa a esperança de vir a cumprir alguma das metas, em regra adiadas de um ano para outro. Em nada faria mal ao setor plástico brasileiro dar-se ao trabalho de listar suas resoluções de ano novo, pois a indústria deve enfrentar em 2019 um dos períodos mais desafiadores e agitados de sua trajetória iniciada no século XX. Uma promessa que cairia muito bem seria, por exemplo, sair do mutismo e não deixar ataque, pergunta ou crítica sem resposta pública imediata. Afinal, é também por acolher em silêncio apático denúncias emitidas com o maior estardalhaço e de cunho bem mais emocional do que racional, que o plástico hoje carrega nas costas a imagem injusta de um nazista do meio ambiente. Aquele argumento de que é melhor deixar a ofensiva recebida para lá, porque com o tempo todo mundo esquece e sai caro colocar cada réplica na mídia hoje cheira a naftalina. Primeiro, porque a defesa do meio ambiente tornou-se uma fixação, um caminho sem volta, uma bandeira da sociedade em escala mundial . Em segundo lugar, nunca foi tão barato veicular um recado para o grande público.

 

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