Quanto mais quente, melhor

O clima ideal para o polo de ventiladores em Catanduva, o maior do país, abre sol para os componentes injetados

Estripulia divina ou praga rogada pelas mudanças climáticas, o calor recorde dos últimos anos tem atropelado a frieza da economia brasileira e impulsionado a compra de equipamentos para refrescar os ambientes. Por essas e outras, o ar refrigerado hoje degusta uma penetração que lhe tirou a conotação de requinte para poucos e, na banda dos bolsos menos forrados, os ventiladores passaram a ser vistos até como elementos chave da decoração por consumidores mais dispostos a pagar pela qualidade e recursos que aumentam o valor agregado desses eletroportáteis. No tórrido interior paulista, essas boas novas inspiram o polo de ventiladores de Catanduva, o maior no gênero do país, e um transformador de peso em peças técnicas injetadas de plástico que, aliás, deram um passa fora nas metálicas. “Estima-se que Catanduva represente mais de 50% da produção nacional de ventiladores”, atesta Fábio Rinaldo Manzano, secretário de desenvolvimento do município a cerca de 400 km da capital paulista. “Ainda é grande o espaço para nossas indústrias crescerem, tendo em vista as temperaturas bastante elevadas e o alto preço dos aparelhos de ar condicionado, assim como a limitação de seu uso em locais fechados e o alto consumo de energia elétrica”. Ao lado da chegada de empresas do setor metalúrgico, o polo de ventiladores começou a tomar corpo em Catanduva na década de 1960, assinala Manzano. “Hoje temos quatro grandes indústrias desses aparelhos na cidade, fabricantes também de produtos como espremedores de frutas, liquidificadores, fogões, fornos, exaustores e chapas”. Para o secretário de desenvolvimento,

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório
COMPARTILHAR