Pode ser a gota d’água

Leveza abusiva da garrafa periga afetar imagem de marcas de água mineral

Não se sabe de denúncias levadas a sites de queixas e órgãos de defesa do consumidor. Mas o problema existe, é mundial e, pior, tende a crescer no Brasil à sombra da falta de norma técnica a respeito. “É comum ouvirmos reclamações em nosso círculo de relacionamento sobre o desconforto e dificuldade no manuseio da garrafa em PET de água mineral após sua abertura, incorrendo muitas vezes no derramamento do líquido”, atesta Lea Mariza de Oliveira, pesquisadora cientifica do laboratório de embalagens plásticas do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea) subordinado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam) não deu entrevista. Mas sua omissão foi preenchida pela visão pragmática de duas fontes nacionais. “É muito expressiva a quantidade de marcas recorrendo a garrafas de peso impróprio e esse número tende a dobrar nos próximos anos”, sustenta Carlos Oliveira, gerente de produção da paulista Fontágua. “O setor de água mineral sempre buscará alternativas em gramaturas menores porque o peso da embalagem de PET encarece o produto final”. Na calculadora do executivo, a parcela dessa garrafa na formação de preço da água mineral de sua empresa é estimada em 70% do custo total do produto final. “Essa participação cresceu nos últimos cinco anos”, ele comenta. Lógico que o menor peso aceitável para uma garrafa de PET depende do volume envasado de água mineral. A título de indicadores concretos, Oliveira solta como referência uma pré-forma de 15 g para uma

 

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