Para a indústria brasileira, a trilha sonora do primeiro semestre é “Águas de Março”, de Tom Jobim, tocada num CD com defeito, pois não sai daquele trecho: “é o fundo do poço/é o fim do caminho”. Como era de se esperar, a barra pesou para os lados da cadeia do plástico, efeito de sua condição de sensor extra oficial da economia em geral. De janeiro a junho último, ela amargou queda na produção e exportações, enquanto a importação de artefatos acabados cresceu. O exercício atual destoa como nunca do padrão clássico de aquecimento do mercado às vésperas de eleições, admite José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Na entrevista a seguir, o dirigente se debruça sobre a calmaria na transformação, de nervos hoje eriçados pelas expectativas nas trevas. Roriz: esgotado modelo econômico baseado no consumo. PR – Pelo balanço do primeiro semestre, 2014 já pode ser dado com um ano perdido para a transformação? Roriz – De início, a perspectiva para 2014 era muito melhor do que foi para 2013. No primeiro trimestre deste ano, o movimento indicava aparente melhora. As empresas acreditavam que Copa do Mundo e eleições seriam fatores positivos para o mercado, pois os governos estaduais e federal gastariam mais. Porém, no segundo trimestre, percebemos que teríamos problemas ao longo do ano e, mais grave, corremos o risco de ter um 2014 bem pior do que o exercício anterior. PR – Qual é o balanço para o setor em termos de

 

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