Não está nada fácil

A indústria de reciclagem reage aos poucos em volume, mas empaca na viabilidade econômica

“Com base na pequena reação da produção de reciclados em 2017 e 2018, creio na volta este ano ao patamar de 600.000 toneladas aferido em 2014”, confia Rafael Fernandes, gerente administrativo da recicladora Barreflex. “No caso da reciclagem pós-industrial (aparas), segmento aliás coberto por minha empresa, a expectativa é de crescimento nos volumes, impulsionado pelo avanço no consumo aparente de resinas (4,4% ,segundo a consultoria MaxiQuim) no ano passado e pela perspectiva de aumento maior do PIB no período atual”. Sensores setoriais projetam na média de 35% o índice de ociosidade na transformação de plástico em 2018. O reflexo dessa lacuna na recuperação de resinas ocorreu de bate pronto, deixa claro Fernandes. “O baixo nível de ocupação impactou diretamente na geração de aparas, razão pela qual minha empresa trabalhou no ano passado com estoques reduzidos, com pouca resina para pronta entrega e produções ajustadas aos pedidos fechados”. Dado o nível de defasagem generalizado no parque fabril da transformação, a reciclagem se beneficia dos índices relativamente altos de geração de aparas de processo, pondera o gerente. “Em contrapartida, oferecemos aos clientes materiais reciclados cuja qualidade contribui para minimizar a quantidade de aparas nos processos de transformação para o segundo uso da resina”. Do lado dos preços de reciclados como polietileno (PE), o termoplástico vice-líder na recuperação, Fernandes nota que as margens do negócio rastejaram nos últimos cinco anos. “No geral, o mercado de reciclagem sofreu com a montanha-russa dos preços das resinas virgens entre 2013 e 2018, além da insuficiência encarecedora

 

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