Fio desencapado

No Brasil, a conta da energia industrial é das mais altas do mundo. E não deve baixar tão cedo.

Indústrias pagam no Brasil muito mais por energia que as do México e Estados Unidos. O descompasso é atestado pela depuração de dados por filtros setoriais como a Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace). O consenso na área atribui o choque do encarecimento da conta de luz a um fio desencapado: a pressão exercida sobre os preços por impostos, taxas, subsídios, encargos e que tais, com participação ao redor de 50% do valor cobrado na tarifa. Mas tem sempre um dia em que a casa cai. Com o curto circuito no caixa do governo, mais de uma década de rombos nas contas públicas, lambanças e rasgos de irracionalidade e compadrio, a estrutura da geração de energia hoje respira pelos aparelhos na escuridão. Em reação, o governo federal já submete aos olhares de soslaio do Legislativo a proposta de reestruturação a fundo do setor elétrico. Entre as medidas salvadoras, constam a abertura do mercado livre, fim de subsídios e a privatização da maior empresa do ramo, a Eletrobras, cujo vermelho acumulado de 2012 a 2015, segundo noticiado, ultrapassa R$ 30 bilhões e ofega sob endividamento de nove vezes o lucro operacional. “A ação do governo, na tentativa de reduzir as tarifas em 20%, desorganizou severamente o setor elétrico” Carlos Faria, da Anace O preço da energia industrial, em megawatt-hora e exclusive impostos, foi projetado por entidades do setor em R$ 297 e ruma para R$ 338 em 2021. Portanto, as indústrias no Brasil terão de ampliar a caça à eficiência

 

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