3D em carne e osso

Um projeto do professor Nilo Mestanza Muñoz e 12 pesquisadores na Universidade Federal do ABC (UFABC) deve contar pontos para popularizar a impressão 3D no Brasil. Sem bolsa ou financiamento a tiracolo, o grupo começou há dois anos a desenvolver um equipamento mais barato e versátil que os convencionais na praça. Em regra,  atesta o cientista, impressoras 3D processam copolímero de acrilonitrila butadieno estireno (ABS) ou ácido polilático (PLA). “A nossa máquina utiliza qualquer material com temperatura de fusão de até 500ºC, inclusos poliamida (PA) e PVC”, ele sublinha. O preço do invento gestado na universidade beira U$ 1000, enquanto alguns tipos importados de alta tecnologia chegam a sair por algumas centenas de milhares de dólares, ele compara. A tacada deu certo a ponto de extrapolar a pesquisa acadêmica e, até agora, o grupo contabiliza quatro equipamentos produzidos e aperfeiçoados a cada unidade montada. Uma das formas de baratear a impressora, detalha Muñoz, é a utilização de software do tipo open source, ou código aberto, cuja licença para uso não é cobrada. O próximo passo buscado pelo grupo de pesquisadores, batizado de Dinama, é a possibilidade de ter na máquina um só bico extrusor que consiga processar mais de um material ou cor na mesma operação. Outras impressoras 3D, esclarece o especialista, mostram-se aptas a lidar com diferentes tipos de termoplásticos, porém sem que estejam juntos. A impressora 3D montada na UFABC é indicada para prototipagem rápida em diversos ramos, a exemplo do fornecimento de brinquedos e autopeças. Contudo, o

 

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