PET: importações moderadas de janeiro a junho

Capacidade excedente torna o Brasil menos exposto à superoferta global
PET importações moderadas de janeiro a junho

Ao final de abril passado, com o braseiro da guerra no Irã no segundo mês, a Associação Brasileira da Indústria de PET revisou para 3% sua previsão do crescimento do mercado interno do poliéster virgem para embalagens rígidas e semi este ano. O lastro-chave da projeção é um histórico cujos dados mais recentes de avanço consistente são os volumes de produção da resina para a aplicação em foco: 801.000 toneladas em 2024 e 807.000 em 2025, configurando nível de ocupação na média de 80% da capacidade instalada nacional do polímero. Em complemento, o consumo doméstico de PET incluiu 110.000 toneladas de pré-formas trazidas do Uruguai e Paraguai. 

Embora sua capacidade nominal de 1 milhão de t/a supere com folga a demanda interna, a indústria brasileira de PET virgem não está imune por completo aos efeitos do excedente internacional no seu segmento. Afinal, depende da importação de insumos (paraxileno, ácido tereftálico purificado, monoetilenoglicol, p.ex.) e presencia o ingresso aqui da superofertada resina asiática a preços competitivos. 

Rastreamento de registros oficiais pela Associação Brasileira da Indústria da Indústria Química (Abiquim) constata terem sido importadas 69. 439 toneladas de PET virgem na metade inicial de 2026. Desse total, 39.877 toneladas correspondem as grades com índice a partir de 78 ml/g de viscosidade e 29.562 toneladas representam outros tereftalatos de polietileno. Por sua vez, essas importações no primeiro semestre de 2025 foram fixadas em 88.727 toneladas, das quais 63.084 cabem aos tipos com índice a partir de 78 ml/g de viscosidade e 25.643 toneladas são classificadas como outros tereftalatos de polietileno. A propósito, segundo a mesma fonte, o Brasil importou no exercício de 2025 o total de 102.390 toneladas de PET com índice de viscosidade de 78 ml/g ou mais e 58.475 toneladas de outros tipos do polímero. A Abipet contesta  estes dados por embolarem produtos diferentes na mesma codificação da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e o resultado embaça o cálculo de importações do poliéster virgem para embalagens rígidas e semi.

Retomando o fio, o escrutínio da Abiquim elege a China, nº1 em capacidade mundial do polímero, a maior origem das importações brasileiras de PET virgem na primeira metade deste ano, totalizando 14.187 toneladas versus 15.641 no mesmo período em 2025. A vice-liderança entre as origens é da Turquia, que desembarcou aqui 12.736 toneladas de janeiro a junho último perante 10.129 nos mesmos seis meses do ano assado. Por fim, o Vietnã constitui a terceira principal origem de PET virgem importado pelo Brasil na metade inicial de 2026, tendo desovado no mercado interno 12.182 toneladas versus 22.561 à mesma época no exercício precedente. 

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