Crescem as importações de PS e estireno

Desembarques no 1º semestre refletem redução da capacidade nacional
Crescem as importações de PS e estireno

Como teve reduzida sua capacidade de estirênicos no início de 2025, o Brasil  fechou o primeiro semestre com salto da ordem de 30% nas suas importações de poliestireno (PS) e na faixa de 20% quanto aos volumes aportados de estireno. O saldo dos desembarques tem a ver, no plano mundial, com a superoferta barateadora (liderada pela China) desses dois derivados de aromáticos e por anos a fio de demanda fraca, ataques de outros termoplásticos e índices abaixo de 70% de ocupação das capacidades, conforme vaticínio da consultoria Icis. Nos EUA, mesmo amparadas no gás natural mais acessível do planeta, plantas de PS arcaicas, menores, custosas e não integradas upstream vão sendo fechadas sem choro nem vela, caso de unidades da Ineos e AmSty. Esta última petroquímica, por sinal já divulgou disposição de vender sua fábrica de estireno e PS na ativa desde 1965 na Colômbia.

Monitoramento da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), estribado em indicadores do governo, crava em 81.988 toneladas as importações de PS de janeiro a junho último, das quais 37.490 toneladas correspondem ao polímero expansível (EPS). À mesma época em 2025, foram desembarcadas aqui 57.423 toneladas da resina, sendo 21.955 de EPS. Por trás desses indicadores paira o efeito do fechamento de uma fábrica de 190.000 t/a de PS pela Unigel, restando-lhe, portanto, uma unidade de 120.000 t/a. No mercado reina o consenso de que, com esta baixa na capacidade nacional, as importações de PS virarão dezembro acumulando volume superior às 124.020 toneladas registradas em 2025.

Pelo flanco de estireno, o rastreio da Abiquim aponta para 105.015 toneladas internadas no Brasil na primeira metade deste ano. No mesmo período, o país recebeu do exterior 85.331 toneladas do monômero. O aumento nas importações também é justificado pelo desligamento de uma fábrica de 120.000 t/a da Unigel, cuja presença em estireno agora limita-se a uma unidade de 160.000 t/a do monômero.

O maior consumidor brasileiro de estireno é a planta de 195.000 t/a do polímero operada pela Innova na Zona Franca, alimentada com monômero dos EUA descarregado no porto livre com benesses tarifárias. No complexo da empresa em Triunfo (RS), suas unidades de 420.000 t/a de estireno e 250.000 de PS rodam com eteno e benzeno da central vizinha da Braskem.  

Na raia das exportações, demarca a Abiquim, o Brasil despachou apenas 11.128 toneladas de PS (714 de EPS) na metade inicial deste ano contra 24.894 (1.971 de EPS) à mesma época em 2025. Em relação a estireno, as remessas ao exterior de janeiro a junho último restringiram-se a 178 toneladas contra 125 nos mesmos seis meses do ano passado.

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