Europa: capacidade da indústria química baixou 17.2 M de t/a em 2025

Petroquímica responde pela maioria das plantas fechadas
Europa: capacidade da indústria química baixou 17.2 M de t/a em 2025

Em 2022, a capacidade da indústria química europeia perdeu 2.9 milhões de t/a com o fechamento de plantas, volume que subiu a 17,2 milhões de t/a em 2025 e, no cômputo geral, entre 2022 e 2025 o encerramento de unidades equivale a 37 milhões de t/a. Este cruzamento lastimável de dados compõe o estofo de relatório da consultoria Roland Berger encomendado pelo Conselho da Indústria Química Europeia (CEFIC). Os cortes acumulados configuram 9% da capacidade produtiva de químicos no continente açoitado por despesas insustentáveis como as de eletricidade, conforme relatou artigo postado no site Plastics News.

A fatia do leão de 48% (17.8 milhões de t/a) das fábricas desligadas cabe a petroquímicos, atribui o estudo.  A seguir, comparecem inorgânicos básicos, com 11.7 milhões de t/a; polímeros, com 5.4 milhões de t/a e especialidades, com 2 milhões de t/a. Em petroquímicos, perto da metade dos cortes de capacidade anunciados referem-se a nove centrais integradas a complexos e que, por sua vez, correspondem à redução de 16% da capacidade  de craqueamento da Europa.

O relatório da Roland Berger inclui uma enquete entre companhias da cadeia química da Europa sobre a onda desse fechamento de ativos, de intensidade inédita na indústria mundial no gênero. Entre os suspeitos de sempre, 49% dos respondentes atribuíram, como razão primária, o custo de energia, inviável desde a invasão em 2022 da Ucrânia por Putin; 19% citaram a  demanda em baixa; 9% ficaram com a super oferta e 8% culparam os grilhões regulatórios. Pelo critério geográfico, a Alemanha lidera a desativação de unidades, com corte orçado em 8.8 milhões de t/a na sua capacidade químicos. O rol de países mais atingidos pelos cortes aloja ainda a Holanda, com 7.2 milhões de t/a a menos e Reino Unido e França, com respectivas diminuições de 4.5 milhões e 3.9 milhões de t/a no potencial produtivo de químicos.

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