ExxonMobil vai fechar seu último cracker na Europa

Encerramento engrossa corte na capacidade de eteno do continente
ExxonMobil vai fechar seu último cracker na Europa

A metástase nos resultados causada pela demanda fraca, capacidade excessiva, importações concorrentes acessíveis e inaguentáveis custos regulatórios, de matéria-prima e energia vem ceifando fundo a petroquímica europeia. O golpe mais recente é o anúncio da americana ExxonMobil, petroleira vip em poliolefinas, de concluir em fevereiro de 2026 o desligamento do cracker de 800.000 t/a de eteno em Mossmorran, no Reino Unido, controlado com a rival Shell, noticiou em 18/11 o portal Chemical News.

Desde abril de 2024, petroquímicas de renome, como Sabic, Dow, Versalis e TotalEnergies fecham ou anunciam planos para fechar sete crackers de eteno na zona do euro até 2027. Fora a instalação em Mossmorran, relata o artigo postado, o divulgado corte na capacidade anual europeia de crackers ronda a marca de 4.5 milhões de toneladas para eteno; 2.3 milhões para propeno e 430.000 toneladas para butadieno, segundo aferição de Commodity Insights. A ExxonMobil, por sinal, já fechou as portas do seu cracker de 425.000 t/a de eteno no complexo francês de Gravenchon. Com o fim de linha decretado para a unidade no Reino Unido, a empresa varre a Europa do seu mapa de crackers.

A perda de competividade da indústria europeia também é o pretexto recorrido pela petroquímica inglesa Ineos para clamar aos céus da Comissão Europeia pela aprovação emergencial de 10 pedidos colocados de sobretaxas antidumping para importações de materiais dos EUA e Ásia, incluso Oriente Médio, divulgou em 11/11 o site Plastics News. A barreira tarifária é solicitada para poliolefinas, PVC, ABS, PC e dois insumos de PET – monoetileno glicol (MEG) e ácido tereftálico purificado (PTA).

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