Equipamentos para reciclagem: alemã Wipa pede falência

Insolvência da empresa também reflete desindustrialização na Europa
Wipa

Após anos seguidos sob a marreta dos preços de resinas virgens superofertadas, deixou de ser notícia o fechamento de indústrias de reciclagem química e mecânica na Europa e EUA. A novidade indigesta é que essa saída de campo periga extrapolar para o setor de máquinas para recuperação de polímeros. O temor brotou no mercado com o pedido de falência, de tramitação iniciada em 1/10, da alemã Wipa, fabricante vip de periféricos, como trituradores, compactadores, granuladores e silos, para unidades de reciclagem mecânica, noticiou em 24/10 o portal Plastics News.

Em comunicado à mídia, a Wipa justificou a chegada à insolvência, após 31 anos de ativa, martelando as teclas das vendas declinantes, custos ascendentes, estoques abarrotados e procura em baixa por novos equipamentos. São alegações vinculadas não só à atual inviabilidade econômica da reciclagem de plástico pós-consumo, mas atreladas também a entraves inerentes ao continente europeu, como o custo exorbitante da energia vigente na zona do euro em três anos de invasão da Ucrânia pela Rússia. A propósito, a associação Plastics Recyclers Europe estima que, de janeiro a junho último, a capacidade recicladora europeia perdeu volume equivalente ao que lhe foi cortado no exercício inteiro de 2024. Por sua vez, a mesma parcela da capacidade suprimida este ano equivale ao triplo da que foi tirada de cena em 2023.

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