Aumenta a quantidade de recicladoras fechadas na Holanda

Custos de produção na Europa e superoferta de resina virgem nocauteiam o setor
Aumenta a quantidade de recicladoras fechadas na Holanda

Entre janeiro e julho último, a Europa reduziu sua capacidade de reciclagem quase no mesmo percentual de diminuição aferido no exercício inteiro de 2021, comparou a entidade Plastics Recyclers Europe em matéria postada em 25/9 no site Sustainable Plastics. Nesse quadro trágico, a Holanda sobressai entre os países com mais plantas fechadas, caso das unidades desligadas das empresas Cedo, Umincorp, Stiphout e agora, após apenas três anos de ativa, a Healix anuncia fim de linha para sua fábrica em Maastricht.

Suprida com resíduos de origens tipo floricultura (vasos de tulipas, p.ex), big bags, fios de fardos de feno e cordas e redes de pesca, a planta da Healix operava com capacidade para recuperar mecanicamente 6.000 t/a de polipropileno e polietileno de alta densidade. “Tentamos de tudo ao nosso alcance, mas não conseguimos competir em preços com a resina virgem”, admitiu na reportagem postada Marcel Alberts, CEO da Healix. “O mercado está inundado de plásticos petroquímicos acessíveis enquanto as políticas de amparo à reciclagem atenuaram ou estagnaram e os brand owners enfraqueceram suas ambições em relação à economia circular. A produção da Healix nunca atingiu níveis satisfatórios de eficiência. Mas à parte esta deficiência, com os altos custos trabalhistas e de energia da Holanda os preços de nossos reciclados têm permanecido 20% acima do polímero virgem”. A associação Plastics Recyclers Europe volta e meia se esgoela, pela mídia, que seu setor está à beira de um colapso iminente.

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