Shell estuda reduzir capacidade petroquímica na Europa

Petroleira também busca parceiro para divisão americana de químicos
Shell estuda reduzir capacidade petroquímica na Europa

A debandada de petroquímicas da Europa, em desembestada desindustrialização por custos como os de energia e nafta, periga rondar o fundo do poço com a entrada na onda da maior petroleira do continente: a Shell. Conforme noticiou em 4/8 o portal Chemical Week, para tentar parar a sangria nas margens de seus ativos globais em químicos como polímeros, a companhia anglo holandesa escrutiniza opções na mesa como desligar determinadas plantas na Europa e pescar um parceiro para suas operações em eteno e derivados nos EUA, admitiu em exposição recente para analistas de investimentos o CEO Wael Sawan.

O saldo rubro em químicos que vem tirando a Shell do sério contrasta com os dividendos dos seus resultados globais do negócio por vocação – petróleo e gás. Em 2023, repassa a matéria postada em Chemical Week, a Shell registrou na divisão de químicos prejuízo de US$ 717 milhões em 2023, US$ 392 milhões em 2024 e, para entornar o caldo, US$ 329 milhões apenas no primeiro semestre deste ano.

Na conjuntura atual, a capacidade de eteno da Shell é por ela dimensionada em 1.71 milhão de t/a na Europa e 3.82 milhões nos EUA. Na Europa, a companhia controla dois grandes complexos petroquímicos integrados na Alemanha e Holanda e divide o controle de outro com a ExxonMobil no Reino Unido. Nos EUA, por sua vez, o destaque em petroquímicos é o complexo poliolefínico em Monaca, no estado da Pensilvânia, adepto da rota do gás de xisto local. Ele engloba um cracker de 1.6 milhão de t/a de etano, duas plantas de 550.000 t/a cada uma de polietileno de alta densidade (PEAD) e uma fábrica de 500.000 t/a do grade de baixa densidade linear (PEBDL). Ainda nos EUA, a Shell comanda uma unidade de químicos no Texas e duas no estado da Louisiana.

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