EUA: satélites ameaçam destronar tubos para fibra óptica

Tecnologia emergente tende a substituir instalação de redes subterrâneas
EUA: satélites ameaçam destronar tubos para fibra óptica

Já ressoa nos EUA a contagem regressiva para uma cadeira cativa de polietileno de alta densidade (PEAD) no setor de infraestrutura: tubos flexíveis para proteger cabos de fibra óptica contra umidade, calor e pressão. Eles rumam para ser escanteados por satélites que viabilizam o acesso à internet sem a necessidade de instalação das extensas malhas de tubulação subterrânea, reduzindo assim os custos de implantação das redes eletrônicas e sem eventuais consequências para o ecossistema. Entre as tecnologias emergentes nessa direção, constam os sistemas de satélites Starlink, da empresa SpaceX, comandada pelo controvertido zilionário Elon Musk, ex-parceiro e hoje inimigo figadal do presidente Donald Trump.

David Fink, presidente da entidade texana Plastic Pipe Institute, atestou ao site Plastics News que, até o momento, o sinalizado rolo compressor dos satélites ainda não eriçou os nervos do reduto dos tubos de PEAD para fibra óptica nos EUA. “Hoje em dia, devido em especial a comunidades que substituem antigas cabeações, a demanda por redes de fibra óptica cresce com rapidez estonteante, à base de dois dígitos anuais, tendo por sinal avançado 18% em 2024”. Mas a ameaça dos satélites transmissores de internet já se esgueira com pés de lã. Produtora dos tubos flexíveis de PEAD, a transformadora Atkore, por exemplo, citou para o portal Plastics News a concorrência dos satélites na implantação de redes de fibra óptica como justificativa para o declínio aferido no segundo trimestre de US$ 50 milhões nas suas vendas a este segmento, após nele acumular prejuízo orçado em US$ 128 milhões.

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