Neste primeiro ano da segunda Era Trump, a indústria de transformação de plásticos dos EUA abrange ao redor de 1.300 empresas cadastradas com faturamento anual acumulado em US$153 bilhões, expõe ranking do site Plastics News. Da receita total, o segmento de injeção responde pela receita de US$ 41.8 bilhões a cargo de 604 companhias listadas. Já o reduto de filmes e chapas comparece no quadro com faturamento de US$ 41 bilhões provido por 174 transformadoras elencadas. Por seu turno, 194 empresas arroladas no compartimento de tubos e perfis faturam US$32.9 bilhões anuais. Na raia do sopro, são 105 companhias relacionadas totalizando vendas de US$ 22.2 bilhões. Na termoformagem consta o registro de 203 empresas com receita total de US$ 16.4 bilhões e, no segmento de rotomoldagem, formam 107 transformadoras que somam movimento anual de US$ 3 bilhões.
Diante dos indicadores dos EUA, os números do Brasil passam ao largo da moldura de um negócio movido a ganhos de escala e produtividade. Também confirmam a transformação brasileira como um setor de baixa barreira de entrada onde, não raro, a divulgação por uma empresa de aumento de capacidade produtiva periga incorrer em risco de visibilidade fiscal e perda de vantagens tributárias e burocráticas. Por essas e (muitas) outras coisas nossas, a transformação brasileira registrou em 2023, conforme monitoramento da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) um efetivo de 12.409 empresas (5.2% grandes; 77,1% micro e pequenas e 16,1% médias) à frente de receita da ordem de R$ 123 bilhões. Ou seja, um setor com cerca de 11.000 indústrias a mais que seu contratipo americano, mas com faturamento na faixa de US$ 22 bilhões – sete vezes abaixo do registrado pela transformação nos EUA.


