PVC: expectativa de declínio das exportações dos EUA

Os principais destinos tendem a reduzir compras do vinil americano
PVC: expectativa de declínio das exportações dos EUA

Apesar do nível de ocupação da capacidade ter caído no primeiro semestre para 74%, versus 85% na metade inicial de 2024, os produtores de PVC dos EUA festejaram recordes de exportações no período, assinalou matéria no site ChemOrbis. Mas nada é para sempre e, sem descer aos volumes em jogo, a reportagem sustenta que o vento está virando, com retração em vários dos 10 maiores destinos internacionais do vinil americano, entre eles Brasil, União Europeia (UE), Índia, China e México. A estratégia vigente agora nos EUA, observa a análise publicada, é cavar no exterior novos clientes de PVC com peso para contrabalançar as perdas citadas. Turquia e Vietnã estão na berlinda, mas seu potencial para absorver volumes adicionais do polímero é considerado incerto.

No retrospecto do primeiro semestre rastreado pela análise noticiada no portal ChemOrbis, as importações brasileiras do vinil dos EUA escalaram 35% versus registro de 12 meses antes. Reflexo óbvio do atropelamento da oferta doméstica pela demanda, quadro em cena desde 2018, quando ocorreu em Alagoas o desastre ecológico paralisador do suprimento de matéria-prima local (sal gema) à cadeia soda-cloro da Braskem, centrada em Camaçari (BA) e Maceió (AL). O salto aferido de janeiro a junho nos desembarques de PVC americano por aqui ruma à meia volta, vislumbra a matéria postada no site, sob o baque do brutal reajuste na sobretaxa tarifária sapecado em maio no lombo dos importadores brasileiros, com consequente aumento de preços repassado em efeito dominó na cadeia até o consumidor final dos produtos transformados com o polímero.

Em 2024, a UE mobilizou apenas cerca de 4% das exportações totais americanas de PVC. A participação do bloco nessas compras externas durante o primeiro semestre caiu de 8% para 2%. No caso da Índia, maior importador mundial do vinil, sua parcela nas remessas internacionais da resina americana recuou, da metade inicial de 2023 ao mesmo período este ano, de 8% para 1%, descida notada sob investigação de dumping em curso e inibidora de importações indianas de PVC dos EUA, menciona o acompanhamento do site ChemOrbis. Quanto à China, suas importações da resina americana subiram 15% nos seis primeiros meses de 2025 contra o mesmo semestre em 2024, mas o saldo periga ganhar viés de baixa sob o desfecho por ora incerto da arruaça tarifária de Trump ou mudanças regulatórias pelos dois países. Por fim, nota o monitoramento de Chemorbis, a fatia do México nas exportações gerais de PVC dos EUA no primeiro semestre murchou 3% perante o resultado do mesmo período em 2024, recuo capaz de se intensificar em razão da investigação de dumping aberta em abril pelo governo mexicano relativa aos preços da resina do país vizinho trazida para o mercado local.

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