Sabic fecha seu segundo cracker de eteno na Europa

Decisão reflete baixa competitividade da petroquímica no continente
Sabic fecha seu segundo cracker de eteno na Europa

Impera no setor plástico o consenso quanto à permanência a longo prazo do excedente global de resinas (em especial, polietileno), saldo do super ciclo de investimentos petroquímicos (1992-2021) movidos pela furada suposição inicial de perene crescimento de dois dígitos para o PIB da China. Para John Richardson, blogueiro do site Icis, a única porta de escape dessa superoferta é o fechamento de um volume significativo de capacidades em regiões pouco competitivas. Entre elas, a principal adepta dessa solução é a Europa, subjugada por custos de energia impraticáveis, desaquecimento econômico e leis ambientais extremas. A manifestação mais recente nessa direção é a decisão da estatal saudita Sabic, anunciada em 25/6, de desativar seu cracker Olefins 6 em Wilton, Inglaterra, com capacidade para gerar 865.000 t/a de eteno, 415.000 de propeno e 100.000 de butadieno, segundo a consultoria Platts mencionada em matéria no site Chemical Week.

A unidade em Wilton é o sexto cracker fechado ou de encerramento anunciado na Europa desde abril de 2024 e constitui a segunda central de olefinas tirada de cena pela Sabic no continente. Na realidade, explica a reportagem de Chemical Week, o cracker Olefins 6 não operava desde outubro de 2020, em virtude da reformulação estratégica empreendida pela Sabic, sem lugar em seu negócio para uma central movida pela rota menos competitiva da nafta. Desde então, o cracker foi encostado e, embora submetido a adaptações para rodar com etano, alternativa de matéria-prima mais barata para prover eteno, pelo visto seu desempenho não correspondeu às expectativas. O formalizado fim de linha para a planta em Wilton elevou a cerca de 4.3 milhões de t/a a capacidade de eteno suprimida na Europa pelo fechamento de crackers.

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