União Europeia pesquisa bioplástico derivado de penas de galinha

Primeiro passo é a produção de queratina a partir do refugo das granjas

“Você puxa uma pena e vem uma galinha”, dizia impressionado Teori Zavascki, falecido ministro do Supremo Tribunal, a respeito dos desdobramentos do processo da Lava Jato. Denominado Karma 2020, um projeto europeu cisca no mesmo terreiro avícola, mas de forma mais sustentável. Cacifado por Horizon 2020, um programa de inovação arquitetado pela União Europeia (EU), o projeto trombeteado para a imprensa internacional reune 16 membros de países empenhados em extrair das penas de galinhas de granjas o insumo queratina para possível uso em bioplásticos para embalagens de alimentos como aves de criadouros. Projeções da EU, estimam em mais de três milhões de t/a o volume de penas descartado no abate europeu de galinhas, refugo cujo fim de linha é a incineração ou aterro sanitário, segundo a entidade espanhola Amplas. A queratina obtida das penas pinta neste contexto imbuída do mais fino espírito da economia circular, pois constitui rígida e fibrosa proteína estrutural, aproveitável na produção de itens que vão de bioplásticos a fertilizantes e revestimentos têxteis. Também filiada ao Karma 2020, a Amplast forma entre os centros tecnológicos desde maio último dedicados à concepção de uma rota de valorização dessa sucata notoriamente penosa e à sua descontaminação, para proteger os envolvidos no seu manuseio ao longo do processo. Não foi divulgado à mídia o montante da verba destinada a evitar que o projeto Karma 2020 seja uma versão cientifica do voo da galinha tão familiar á economia brasileira.

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