Tigre fecha fábrica na Bahia

Processo de encerramento deve terminar em fevereiro próximo

shutterstock_4593385572016 finda melancólico para um exercício em que a Tigre, cânone brasileiro em tubos e acessórios plásticos par a construção, completou 75 anos de ativa. Além de amargar seu quarto balanço seguido com queda nas vendas líquidas, o grupo catarinense sofre com o encolhimento de seu parque industrial no país, reduzido a oito unidades após o início, em 28 de novembro último, do processo de encerramento das atividades  da filial em Camaçari, Bahia. O fechamento da fábrica , dedicada à produção de tubos e itens como caixas d’água rotomoldadas para a região nordeste, deve transcorrer . até fevereiro próximo. No reduto dos transformados plásticos para a construção civil, o adeus da planta baiana da Tigre engrossa uma relação de baixas que inclui, entre as referências de peso, os fabricantes de tubos de PVC Majestic e PVC Brasil, ambos em recuperação judicial, e a paralisação da Imbralit, indústria de caixas d’água de plástico e telhas de fibrocimento, decorrência da reestruturação em curso no seu controlador, o Grupo Zanatta, que também pediu recuperação judicial. No pano de fundo, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) reflete a intensidade  da recessão no setor ao revisar para 12% a sua projeção de queda no faturamento do setor este ano, indicador antes fixado em 10% por Walter Cover, presidente da entidade. Conforme foi divulgado,  o declínio resulta do empobrecimento do consumidor e restrição de crédito e dos lançamentos imobiliários. No balanço consolidado,  o varejo de materiais de construção, detentor de 55% das vendas totais do setor, caminha para recuar 12% este ano, enquanto as entregas às construtoras devem encolher 14%, no cômputo da Abramat. Por sua vez, Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção  (Anamaco), previu na mídia  retração de 6% a 8% nas vendas do varejo do seu setor em 2016.