Povo paga pela demagogia

Cobrança de sacolas irrita população e fere a reciclagem por culpa da prefeitura de São Paulo, constata diretor da Abief

Foi uma pedra cantada e só a prefeitura paulistana não ouviu. O fim da distribuição gratuita das sacolas na boca do caixa, efeito de acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o Procon estadual sob beneplácito do prefeito Fernando Haddad (PT-SP), esparramou problemas para todos os lados. Provocou a queda no consumo da embalagem e, efeito dominó, chamuscou seus fornecedores, incentivou o descarte incorreto e a ociosidade das centrais de reciclagem no maior mercado do país, expõe o drama nesta entrevista Alfredo Schmitt, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e porta-voz do Grupo de Sacolas da entidade. As advertências sobre o risco da cobrança da embalagem por parte dessa representação foram ignoradas e deu o que está dando. Ainda assim, não fosse a atuação desse pequeno núcleo de empresas, as sacolas estariam com seus dias contados no país, ele afirma. “Através dessa iniciativa, a perseverança de poucos está fazendo a sobrevivência de muitos. É o único caso conhecido na indústria brasileira de transformação de plásticos em que um grupo se estruturou e conseguiu com inteligência superar os óbices. Mas os desafios não param aqui; a luta é sem fim”. Schmitt: renda transferida entre setores sem nada em troca. PR – Qual a sua avaliação da vigência, desde maio último, do acordo Apas/Procon? Tem ou não correspondido às expectativas, seja dos supermercadistas, consumidores ou transformadores de sacolas? Schmitt – O acordo é uma tentativa de reedição de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) de

 

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