Petróleo fecha recicladoras nos EUA

Plástico recuperado perde vantagem em preço para resina virgem

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Os preços em queda livre do petróleo atropelam, em feito dominó, o negócio de reciclagem de reinas nos EUA, atesta reportagem do New York Times. Como plásticos virgens são derivados de petróleo, via rotas do nafta e gás, e o combustível fóssil hoje atravessa superoferta global deprimindo suas cotações, ficou mais em conta para transformadores de artefatos como garrafas de água mineral e embalagens de alimentos recorrer à matéria-prima de primeiro uso. Essa derrubada de preços pega em cheio os costados do negócio  de reciclagem, constata a matéria do mais influente jornal do planeta. Um exemplo citado é o da maior  recicladora norte-americana, a Waste Management, cujo fardo de plástico translúcido  saía por US$230 há dois anos e hoje é oferecido a US$112. Em decorrência, a empresa  reduziu, no mesmo período, de 130 para cerca de 100 asa suas instalações de recuperação de plástico. Por causa desse estrago no balanço cuja raiz é o barril do petróleo descendo a ladeira, a recicladora Infinitus fechou em outubro passado o  centro de reciclagem que inaugurara em 2014, um aporte da ordem de US35 milhões, assinala reportagem. Na mesma linha, a concorrente United Plastics Recycling requereu recuperação judicial no ano passado, refletindo um quadro que, segundo a reportagem, inviabiliza economicamente a atividade de reciclagem nos EUA, por mais apoio público que tenha o seu apelo ambiental.