PEBDL: os desafios para exportações dos EUA

Resina norte-americana depara com cenário complicado para desova do robusto excedente

As exportações de polietileno de baixa densidade linear (PEBDL) dos EUA para o Brasil devem fechar este ano no andaime das 210.373 toneladas, crava com precisão o site da consultoria britânica Icis, especializada em petroquímica.

O Brasil é listado por ela entre os cinco principais destinos da poliolefina norte-americana, às voltas com excedente doméstico e cujos embarques de janeiro a julho totalizaram 1.9 milhão de toneladas, salto de 45% sobre o mesmo período em 2017, calcula a Icis, atribuindo às vendas externas 56% da produção de PEBDL nos EUA este ano, projetada em 5.7 milhões de toneladas.

Em 2019, segue a consultoria, a produção norte-americana de PEBDL deve subir para 6.5 milhões de toneladas, requerendo exportações do naipe de 3.6 milhões de toneladas ou 64% acima do volume despachado ao exterior em 2017. No ano passado, por sinal, o México liderou entre os destinos, com 23%, seguido por Canadá, com 14%; China, com 10% e Brasil e Bélgica, com respectivos nacos de 9%.

Na hipótese de fim da atual guerra comercial EUA x China em 2019, os EUA terão, estima a consultoria, de exportar então 68% de sua produção da resina para manter o balanço em equilíbrio aceitável e, para contribuir para a realização desse objetivo, o Brasil precisará absorver 344.625 de PEBDL americano no ano que vem, enquanto essas exportações dos EUA para o México terão de crescer para 832.067 toneladas; cabendo ao Canadá digerir 496.031; ao mercado chinês (22.413 toneladas este ano), 364.349 toneladas e, além do volume estimado para o Brasil, a Bélgica precisará incorporar 312.648 toneladas do polímero base gás dos EUA.

Apenas a China, hoje em briga de foice tarifária com o governo Trump, tem condições para absorver o aumento das exportações norte-americanas de PEBDL e, mesmo assim, a Icis não descarta o risco de guerra de preços com exportadores da resina do Oriente Médio e sudeste asiático.

Na esfera específica do Brasil, a Icis alerta para a ameaça às exportações almejadas pelos EUA serem frustradas pela atual barreira do câmbio e demanda doméstica com freio puxado até segunda ordem.

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