Nova York vai cobrar pela sacola descartável

Lei entra em vigor a partir de outubro ao preço unitário de US$ 0,05

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sacola-nyApós imemoriais pendengas travadas entre hostes ambientais, políticas e jurídicas, a municipalidade da maior cidade norte-americana bateu o martelo. Decreto assinado no início de maio pelo prefeito Bill de Blasio estabelece a cobrança de US$ 0,05 para sacolas descartáveis por supermercados e a maioria dos estabelecimentos comerciais de Nova York. A nova lei entra em vigor em outubro próximo e, entre as exceções, mantém a distribuição gratuita das sacolas em drogarias. A regulamentação vingou após arrastado debate entre vereadores se a norma deveria ou não ser considerada mais um imposto no lombo dos contribuintes. Venceu, por fim, a corrente defensora de que os comerciantes ficariam com o montante da venda da embalagem, sem qualquer participação reservada à prefeitura, e a proposta original de US$ 0,10 foi decepada à metade. Também prevaleceu a visão da cobrança como estímulo ao uso de sacolas retornáveis. Pelos indicadores mais recentes, Nova York gasta mais de US$ 12 milhões remetendo 91.000 toneladas ao ano de sacos plásticos e de papel para aterros. Os defensores da cobrança reconhecem que o volume coletado é uma parcela ínfima do refugo municipal, mas apoiam o decreto alegando que as sacolas descartáveis acabam virando lixo e são consumidas de forma desbragada, comportamento a ser amortecido com o incentivo, via cobrança de US$ 0,05 pela embalagem, ao emprego do modelo retornável pelos nova-iorquinos.